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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Veja em tempo real no mapa onde estão as paralisações nas estradas




Fonte: G1

Crise no Setor 2 Rodas e economia do país são desafios nos 48 anos da ZFM

Especialistas apontam falhas atuais e sugestões para infraestrutura do PIM.
Modelo Zona Franca de Manaus está prorrogado até o ano de 2073.

Setor de Duas Rodas (Foto: Divulgação/Abraciclo)
A Zona Franca de Manaus (ZFM) completa 48 anos de existência neste sábado (28). Mesmo após quase cinco décadas, o modelo econômico responsável pela maior parte da arrecadação do Amazonas, ainda enfrenta desafios e barreiras. A realidade econômica atual e as incertezas em relação ao comando da autarquia que administra a ZFM podem causar retardamento da implantação de alguns projetos industriais aprovados, dizem especialistas. A crise do setor de Duas Rodas no Polo Industrial de Manaus (PIM) também preocupa.
"As quedas de energia preocupam, a péssima telefonia de Manaus preocupa, a internet que é ruim. A falta de logística, a demora em aprovação de projetos, inclusive os de engenharias. Tudo isso é preocupante para o modelo, que tem mais 50 anos, mas não pode ficar deitado na rede achando que vai tudo cair do céu", enfatizou Corrêa.A infraestrutura oferecida às fábricas do Polo Industrial de Manaus continua prejudicando a produção das empresas, de acordo com deputado estadual Serafim Corrêa (PSB), que preside a Comissão de Indústria, Comércio Exterior e Mercosul da Assembleia Legislativa doAmazonas (Aleam). O parlamentar citou que o fornecimento de energia elétrica, telefonia e a burocracia são os principais gargalos do modelo, que tem vigência até 2073.
       Zona Franca de Manaus
O Polo Industrial de Manaus (PIM) possui, atualmente, um universo de cerca de 600 empresas. Os principais segmentos, em termos de faturamento e produção, são Eletroeletrônico, Bens de Informática, Duas Rodas e Químico, mas há também segmentos que se destacam como Termoplástico, Metalúrgico, Mecânico, Relojoeiro, Naval e de Isqueiros, Canetas e Barbeadores Descartáveis. Em 2014, a média mensal do PIM foi de 122.026 trabalhadores, entre empregos efetivos, temporários e terceirizados. O faturamento do PIM, em 2014, foi de R$ 87,238 bilhões (US$ 37.063 bilhões).
 A Suframa reconhece que há grandes desafios em relação à infraestrutura e desenvolvimento de produtos. O superintendente interino da Suframa, Gustavo Igrejas, que assumiu em novembro de 2014 após Thomaz Nogueira renunciar ao cargo, disse que dentro de 20 anos a ZFM precisa ter uma estrutura que permita o desembaraço de mercadorias em um curto prazo. O desenvolvimento de produtos na Zona Franca de Manaus é uma das metas que devem ser alcançadas.  
"É um modelo de sucesso e não há como negar, mas precisa de ajustes. Um dos pontos que precisa ser atacado é a logística, mas que envolve não só a estrutura de portos e aeroportos, como também a melhoria de operacionalização do próprio Poder Público e dos órgãos anuentes para liberação de mercadorias tanto na entrada como na saída da Zona Franca de Manaus. Precisamos exportar não só produtos, mas tecnologia", avaliou Gustavo Igrejas.
Crise
O setor de Duas Rodas tem enfrentado sucessivas perdas há cerca de dois anos. O segmento - responsável pela fabricação de motocicletas, ciclomotores, motonetas, bicicletas e similares – tem sido considerado o "vilão" do equilíbrio do PIM. O setor tem desacelerado a produção devido ao acúmulo de produtos nos estoques. O principal fator apontado por especialistas envolvem as operações de financiamento.
O superintendente interino da Suframa explicou que o polo de Duas Rodas representa 30% do faturamento do PIM e tem mais de 70 fabricantes de componentes. "O polo é muito adensado, não tem só empregos na indústria final. Tem uma reação em cadeia quando tem crise nesse polo e é importante que ele resolva os problemas de crédito. A gente brinca que não consegue ver o fundo do poço do polo de Duas Rodas, mas algumas declarações dadas pelo presidente da Abraciclo [Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares] no início desse ano é que eles estão otimistas e haverá um crescimento em 2015", ponderou Gustavo Igrejas.
polo industrial manaus (Foto: Divulgação/Suframa)Polo Industrial Manaus (Foto: Divulgação/Suframa)
Migração de linhas de produção
Desde o final de 2014 havia no mercado rumores de que a Lenovo - maior fabricante de computadores do Brasil e do mundo - estava reduzindo a produção de computadores na unidade da capital amazonense.
Agora a própria Lenovo, que comprou a CCE, confirmou que remanejou linhas de produção de bens de informática do PIM para fábrica em São Paulo, com o intuito de promover o crescimento sustentável e manter o equilíbrio no momento econômico vivido no Brasil. A medida integra uma série de iniciativas envolvendo as instalações fabris na Lenovo na Zona Franca de Manaus.
Segundo o superintendente, o fluxo é inverso com alguns segmentos saindo de outras regiões do país para Manaus para tentar concorrer com produtos asiáticos. "Dificilmente um produto que deixar de ser fabricado no PIM vai para outras regiões do Brasil, geralmente vai para o México ou para Ásia", esclareceu Igrejas.
Fonte: G1

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

7 sites para você fazer cursos completos à distância

O mercado de trabalho está cada dia mais competitivo. O aumento do número de pessoas capacitadas fez com que diversas vagas ficassem mais disputadas em todo o mundo, e isso significa que é preciso estar sempre atualizado para continuar se destacando. A busca por novas ferramentas de educação é vital para esse novo momento. Mas a pergunta que fica no ar é: como fazer isso?
Encontrar cursos que vão além dos conhecimentos que adquirimos no colégio ou na faculdade é muito importante. O problema é: como fazer isso em meio às correrias que já consomem quase todo o nosso tempo? A resposta pode estar na utilização de serviços online que oferecem opções bem completas para quem quer ter mais alguns pontos no currículo — ou seja, todo mundo!
E se você está em dúvidas sobre onde encontrar algo desse tipo, hoje nós trouxemos algumas sugestões bem interessantes. Separamos alguns dos principais sites que oferecem cursos para quem precisa incrementar os conhecimentos e disputar vagas bem melhores no mercado de trabalho. Está curioso? Então confira agora mesmo quais foram os serviços selecionados para este artigo.

1. FGV

Respeitada em todo o país, a Fundação Getúlio Vargas deixou de ser uma instituição de ensino puramente física e passou a oferecer uma série de cursos online já faz alguns anos. Sendo membro da OpenCourseWare Consortium, ela disponibiliza uma série de conteúdos e materiais didáticos via internet para estudantes de todo o Brasil, sendo que tudo acontece de maneira gratuita.
Há dezenas de cursos das mais diversas áreas — com opções para pessoas que querem mais conhecimentos em relação a direito, gestão empresarial, finanças, economia e muito mais. As cargas horárias também variam entre 5 e 30 horas, permitindo que qualquer pessoa consiga encontrar espaços na agenda para conferir as aulas disponíveis. Há também cursos patrocinados por empresas, que trazem vários recursos diferentes.
Vale dizer que eles ainda contam com bibliotecas virtuais para complementar os conteúdos, além de serem realizados exercícios e simulados durante as atividades. Ao final dos cursos, a Fundação Getúlio Vargas fornece certificados para que os estudantes possam anexar em seus currículos acadêmicos ou profissionais.

2. Unicamp

A Universidade Estadual de Campinas também disponibiliza uma série de conteúdos para que os estudantes possam ter muito mais conhecimentos, mesmo sem sair de casa. Em parceria com o Coursera, a Unicamp está trazendo dois cursos para o mercado brasileiro: Processamento Digital de Sinais eEmpreendedorismo (e as Competências do Empreendedor), ambos gratuitos.
Para comprovar a participação e a efetiva realização do curso, os estudantes terão que realizar uma série de testes específicos ao longo do período letivo — havendo ainda um teste final com notas para que os certificados possam ser emitidos e anexados aos currículos. Por enquanto, são apenas esses dois cursos disponíveis, mas se espera que novas opções sejam trazidas no segundo semestre de 2015.

3. Khan Academy

O instituto internacional Khan Academy chegou recentemente ao Brasil e trouxe uma grande quantidade de cursos bem legais para as mais diversas áreas e idades. Todos que acessarem o serviço podem contar com uma enorme quantidade de materiais relacionados a Matemática, Ciências, Economia e Finanças, Artes e Humanidade ou Computação — com vários temas em cada um deles.
Há muitos vídeos e conteúdos exclusivos em cada um dos setores que existem no Khan Academy. É possível acompanhar o progresso de crianças com uma série de ferramentas voltadas para os pais e tutores. Ao contrário de outros serviços mencionados aqui, o Khan Academy não emite certificados de cursos de extensão.
Um dos destaques está no fato de que não existe qualquer custo no projeto, sendo ele organizado por um grupo que não possui qualquer fim monetário. Tudo se baseia na doação de voluntários e também de alguns mantenedores, que contribuem para o bom funcionamento de toda a estrutura do serviço.

4. Canal dos Concursos

Se você não quer mais trabalhar para a iniciativa privada, já deve ter pensado em uma série de concursos públicos que podem ser feitos para garantir a tão sonhada estabilidade. E como você bem sabe, estes concursos envolvem uma quantidade imensa de pessoas concorrendo a poucas vagas. Ou seja... é preciso estar muito bem preparado para vencer os competidores e conseguir a vaga desejada.
Canal dos Concursos é um dos grandes portais voltados para esse público. Lá, você encontra uma série de cursos online para quem está precisando de um reforço na hora de encontrar a vaga que melhor se adequa às necessidades. Os cursos não são gratuitos, mas muitos contam com descontos bem interessantes. Todos possuem conteúdos específicos para cada tipo de concurso a ser disputado.

5. Sebrae

Um dos maiores institutos de aconselhamento empresarial de todo o Brasil é o Sebrae, e agora o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas conta também com diversos de cursos à distância, como você pode conferir na página do Sebrae EAD. Há uma grande quantidade de oficinas, dicas, jogos coorporativos e minicursos exclusivos para os empreendedores de plantão.
Todos os cursos disponibilizados pelo Sebrae são gratuitos e devem ajudar — bastante — os empresários que querem ampliar a abrangência e a qualidade de seus negócios. Se você está buscando dicas nesse segmento, certamente é no EAD do Sebrae que você vai encontrar tudo o que precisa.

6. CIEE

Se o Sebrae traz dicas para empresários, o CIEE traz uma série de cursos para estudantes de ensino médio e superior que estão em busca de estágios em muitos setores. É preciso ser cadastrado no Centro de Integração Empresa-Escola do seu estado para poder participar, mas tanto o cadastro quanto os cursos são completamente gratuitos — há emissão de certificado para os que concluem as aulas.
Além de uma série de treinamentos voltados a softwares e disciplinas ligadas à educação básica, os cursos do CIEE também podem ajudar os jovens a terem mais confiança em entrevistas de emprego, construção de currículos, postura dentro das empresas e muito mais. Certamente os temas abordados em aula serão muito úteis para os estudantes mais jovens e que estão atrás do primeiro estágio ou emprego.

7. Veduca

Uma empresa brasileira de tecnologia se aliou a algumas das principais instituições de ensino do Brasil e levou para a internet uma grande quantidade de cursos de extensão. Essa empresa é a Veduca, que oferece cursos online gratuitos e pagos, sendo que todos eles possuem certificação comprovada e garantem uma turbinada incrível no currículo de estudantes e profissionais das mais diversas áreas.
Vale dizer que entre as instituições credenciadas no Veduca estão USP, UnB, Unicamp, Harvard e também o Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Há cursos de MBA, Extensão, abertos MOOC e aulas livres dos mais diversos assuntos. Confira as possibilidades do serviço e encontre o seu curso favorito para incrementar a carreira.

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Como você viu, há muitas possibilidades para quem procura melhorar os conhecimentos e estar sempre com as informações mais atualizadas. Certamente você terá algo que se adequa exatamente ao que você procura. Agora é só começar a estudar e esperar pelo próximo aumento de salário!

Governo aumenta contribuição previdenciária das empresas

Na prática, isso torna mais caro contratar e manter funcionários.


O Governo Federal aumentou a contribuição previdenciária das empresas. Na prática, isso torna mais caro contratar e manter funcionários.
O custo do empregado para 59 setores da economia vai voltar a subir a partir de junho. Desde 2011, o governo vinha reduzindo o peso da folha de salários nas empresas para estimular o crescimento da economia. Em contrapartida, vinha arrecadando menos em impostos ano a ano. No ano passado, as desonerações se tornaram permanentes.
Para setores como calçados, comércio varejista e medicamentos, por exemplo, que recolhiam para a previdência 1% sobre o faturamento bruto da empresa, a alíquota vai subir para 2,5%. Para setores como hotéis, construção civil e transporte rodoviário coletivo, por exemplo, a alíquota sobe de 2% para 4,5%. Um aumento de 150%.
As empresas ficam liberadas para permanecer no programa ou voltar a contribuição previdenciária original de 20% sobre a folha – o que for mais vantajoso. O Ministro da Fazenda disse que as desonerações custam caro para o governo e não conseguiram proteger o emprego.
“Você aplicou um negócio que era muito grosseiro. O problema é que essa brincadeira nos custa 25 bilhões por ano e vários estudos que tem sido feitos demonstram que elas não tem protegido emprego, em geral não tem nem criado e nem sequer protegido. A intenção quando foi feita para os primeiros três, quatro setores, era boa. A execução foi a melhor possível, mas não deu os resultados que se imaginava. Se demonstrou extremamente caro. O momento que a gente vive, a gente tem que pegar as coisas que são pouco menos eficientes e reduzir”, comentou Rodrigo Janot, procurador-geral da República.
Mas um estudo feito por um economista brasileiro na Holanda mostra o contrário. Segundo o pesquisador Clóvis Scherer, as medidas de desoneração da folha de pagamento tiveram um efeito positivo para a empresa. Setenta e quatro mil empresas foram pesquisadas e em 2012, o número médio de empregados aumentou 17%. Enquanto que nas empresas não beneficiadas, o índice foi de 2,9%. A pesquisa analisou os dados de quatro setores, entre eles têxtil e calçados.
Com as mudanças, o governo vai voltar a arrecadar a cada ano quase R$ 13 bilhões. Em 2015, como as novas alíquotas só entram em vigor a partir de junho, esse valor será de R$ 5,3 bilhões, mas essas medidas - que fazem parte do ajuste fiscal do governo - precisam ser aprovadas no Congresso.
Fonte: G1

Governo suspende programa de crédito do Minha Casa Minha Vida

Com o programa Minha Casa Melhor as pessoas poderiam comprar móveis e eletrodomésticos para imóveis.


O governo federal suspendeu o programa de crédito para compra de móveis e eletrodomésticos para imóveis do Minha Casa Minha Vida.
O programa Minha Casa Melhor foi criado em 2013 e atendeu a mais de 700 mil famílias. A Caixa Econômica Federal não explicou o motivo do fim do programa. Mas anunciou que quem já tem o crédito vai poder usar normalmente.
Fonte: G1

Brasil e México não chegam a acordo sobre veículos

Foi marcada uma nova rodada de negociações para março.
Os dois países tentam firmar acordo sobre o setor automotivo


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Brasil e México concluíram nesta sexta-feira (27)uma rodada de negociações sobre o setor automotivo sem que acordos definitivos tenham sido firmados, embora as partes tenham concordado em se reunir por uma terceira vez na segunda semana de março.
Enquanto o Brasil deseja manter as taxas de importação recíprocas de veículos leves por mais três ou cinco anos, o México afirmou que quer voltar ao regime de livre comércio automotivo, como ficou previsto pelo acordo de 2012 entre os dois países.
O secretário de Economia do México, Ildefonso Guajardo, disse nesta sexta-feira que há disposição para se chegar a um entendimento.
"Do lado mexicano, a expectativa, o concordado e acordado é que devemos voltar ao livre comércio, estamos em um processo de consultas com a Amia (Associação Mexicana da Indústria Automotiva) para considerar os cenários possíveis", disse ele a jornalistas.
"O pior dos cenários é que não haja acordo... esse é o pior cenário de todos. Então estamos construindo a possibilidade de um acordo que com certeza estaremos processando dentro de duas semanas", acrescentou Guajardo.
Várias fontes tem afirmado que o México, cuja indústria automotiva encontra-se em um pico, poderia aceitar continuar com o sistema de cotas, já que mais de 70% das exportações de veículos são destinadas aos Estados Unidos, seu principal parceiro comercial.
Em comparação, as exportações mexicanas para a América Latina representaram apenas 5,9% do total em janeiro de 2014, segundo dados da indústria.
"Confio na inteligência dos negociadores para se chegar a um ponto de acordo que seja aceitável para todas as partes", disse o secretário, que não quis responder sobre até onde o México estaria disposto a ceder.
As cotas vigentes no passado foram de US$ 1,45 bilhão para o primeiro ano (terminado em 18 de março de 2013), US$ 1,56 bilhão para o segundo período e de US$ 1,64 bilhão para o terceiro ano, que vence no próximo mês, quando se voltaria ao sistema de livre comércio.
O Brasil é o principal parceiro comercial do México na América Latina, assim como o primeiro destino exportador e principal fornecedor na região. Nos últimos 10 anos, o comércio entre os dois países subiu 150%, atingindo a marca de US$ 9,213 bilhões em 2014, segundo dados oficiais do México.
Uma renegociação poderia dar um pouco de oxigênio ao abalado mercado automotivo brasileiro, que projeta uma estagnação nas vendas para este ano, após uma queda de 7,1% em 2014. O setor espera que as exportações cresçam apenas 1%.
Fonte: G1

Conheça as novidades do Imposto de Renda 2015

Leão do IR
São Paulo - A Receita Federal anunciou a criação de novas ferramentas para facilitar o preenchimento da Declaração do Imposto de Renda (IR) 2015. O prazo para entrega da declaração começa nessa segunda-feira, dia 2 de março, e termina no dia 30 de abril.
A partir deste ano, o contribuinte pode preencher a declaração online, receber alertas que avisam se ele caiu na malha fina, salvar informações do programa gerador da declaração na nuvem e realizar um rascunho do formulário.
A Receita também tornou a declaração pré-preenchida mais completa este ano e passou a exigir a inclusão de CPF de dependentes com 16 anos ou mais
No primeiro dia da entrega da declaração, a partir das 8h, o Programa Gerador da Declaração (PGD) do IR estará disponível para download no site do órgão. O programa é necessário para o envio do documento à Receita.
São obrigados a declarar o IR contribuintes que tiveram, em 2014, rendimentos tributáveis superiores a 26.816,55 reais ou rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados apenas na fonte, superiores a 40 mil reais.
Também deve enviar a declaração do imposto à Receita quem obteve, em qualquer mês do ano passado, lucro na venda de bens e direitos, ou tenha realizado operações de renda variável no ano passado. 
Contribuintes que registraram em 2014 receita bruta em atividade rural superior a 134.082,75 reais ou obteve, em 31 de dezembro de 2014, a posse da propriedade de bens ou direitos, inclusive terrenos, de valor de mais de 300 mil reais, também devem declarar o IR. 
Veja abaixo como utilizar os novos recursos criados pela Receita para declaração do IRPF a partir deste ano:
Declaração online
Será possível preencher a declaração do IR online no portal e-CAC a partir desse ano. No entanto, o serviço tem algumas restrições de uso, de acordo com os tipos de rendimentos recebidos e transações realizadas pelo contribuinte em 2014. Além disso, a declaração online só pode ser usada se o contribuinte tiver o certificado digital, uma espécie de assinatura eletrônica.
Estão impedidos de preencher a declaração online contribuintes que, em 2014, tenham recebido rendimentos tributáveis: provenientes do exterior; com exigibilidade suspensa (que estão passando por um processo judicial); ou superiores a dez milhões de reais.
Também não pode utilizar a ferramenta quem tiver recebido no ano passado rendimentos sujeitos à tributação exclusiva, tais como: lucros a partir da venda de bens ou direitos; lucros em aplicações financeiras feitas moeda estrangeira; e lucros na venda de moeda estrangeira em espécie.
O preenchimento online da declaração não está disponível ainda para contribuintes que: registraram ganhos líquidos em aplicações de renda variável; que tiveram rendimentos recebidos acumuladamente ou em valores superiores a dez milhões de reais durante o ano passado.
Rendimentos isentos e não tributáveis, como lucro na venda de bens ou direitos de pequeno valor ou do único imóvel, venda do imóvel residencial para aquisição de outro imóvel residencial; e redução do ganho de capital também impedem que o contribuinte faça a opção pela declaração online.
Vanessa Miranda, gerente de tributos diretos da Thomson Reuters, explica que essas operações têm demonstrativos próprios, que não estão incluídos na declaração online. “No caso de contribuintes que tenham obtido ganhos ou rendimentos maiores do que 10 milhões de reais no ano passado, a Receita prefere analisar as declarações com mais detalhes, que ainda não estão incluídos na declaração online”.
Não há a necessidade de instalar programas no computador, o que permite que a declaração possa ser acessada de forma remota, por meio de aparelhos móveis conectados à internet. 
Rascunho da declaração
Com o rascunho do IR, o contribuinte pode informar dados de pagamento e recebimentos no decorrer do ano e importar as informações para o programa gerador durante o período de entrega da declaração.
A ferramenta está disponível para todos os contribuintes desde outubro de 2014 no site da Receita e também no aplicativo do órgão para tablets e smartphones.
Os dados poderão ser inseridos no rascunho até o início do prazo de entrega da declaração. A partir do dia 2 de março, a ferramenta só terá disponível o recurso de importação das informações para o programa gerador.
Salvar e recuperar informações do programa gerador online
O contribuinte tem agora a opção de salvar os dados inseridos no programa gerador da declaração e salvá-los na nuvem.
A funcionalidade permite que o contribuinte continue o preenchimento da declaração iniciada no computador pelo celular, por meio do aplicativo m-IRPF; ou pela declaração online, no e-CAC.
O caminho inverso também é possível. Caso o contribuinte tenha preenchido as informações pela declaração online ou aplicativos, ele também pode importar esses dados da nuvem para o programa gerador da declaração no computador. 
Alertas sobre o andamento da declaração
Além de avisos sobre restituições do IR, o contribuinte também pode receber alertas em celulares ou tablets sobre o processamento da declaração a partir deste ano.
Para utilizar o serviço, bastará cadastrar o número de celular para receber mensagens SMS no site da Receita após o encerramento do prazo de entrega da declaração.
O contribuinte será alertado quando a declaração sair da base de dados e começar a ser processada pela Receita e quando cair na malha fina ou o processamento da declaração for concluído.
Declaração pré-preenchida 
A partir deste ano a Receita passa a incluir mais informações na declaração pré-preenchida, referentes à Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (DMED), informe enviado pelos profissionais de saúde à Receita para cruzamento de despesas com saúde; e à Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (DIMOB), documento enviado ao órgão pelas imobiliárias para checagem de despesas com aluguéis.
Até o ano passado, o pré-preenchimento da declaração utilizava apenas dados informados pela fonte pagadora na Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (DIRF).
Apesar de a declaração pré-preenchida impedir agora qualquer possibilidade de divergência entre os dados informados pela fonte pagadora e o contribuinte, Vanessa, da Thomson Reuters, ressalta que, caso as informações fornecidas pela empresa estiverem erradas, a responsabilidade será do contribuinte.
Se a Receita verificar divergência nas informações que tenham provocado omissão de Receita, por exemplo, pode aplicar multas ao contribuinte. “Ele deve checar todas as informações fornecidas pelas fontes pagadoras antes de optar pela declaração pré-preenchida”.
A declaração pré-preenchida pode ser acessada pelo e-CAC, por meio de certificado digital. Caso o contribuinte opte por utilizar esse recurso, não poderá importar os dados inseridos no rascunho para o programa gerador da declaração
Fonte: Exame