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segunda-feira, 2 de março de 2015

Indústria puxa a fila do desemprego

Linha de produção de automóveis
São Paulo - Ferramenta para atrair trabalhadores quando a empresa precisa eliminar excessos de mão de obra, vários dos programas de demissão voluntária (PDVs) abertos nos últimos meses pela indústria automobilística se mostraram um fracasso.
Sem ter para onde correr em um mercado de trabalho que patina, funcionários recusam ofertas tentadoras, que incluem salários extras e até automóvel de graça, mesmo correndo o risco de serem demitidos mais tarde.
A resistência de trabalhadores em aderir a programas de saída incentivada é um retrato da crise no mercado de trabalho, cujas demissões estão sendo puxadas pela indústria. "Carro e dinheiro não compensam, pois não conseguiria outro emprego e tem um monte de gente que depende de mim, como filhos, esposa e sogra", diz José Messias de Faria e Souza, de 46 anos, funcionário da General Motors em São José dos Campos (SP) há 23 anos.
Ele estava no grupo de 798 funcionários que ficou em lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho) por cinco meses e voltou à fábrica há alguns dias. Alvo do PDV encerrado semana passada, o pintor Souza tem restrições médicas.
Para trabalhadores nessas condições, a GM oferecia até 24 salários extras, um Prisma no valor de R$ 45 mil e dois anos de convênio médico. Ao todo, a empresa obteve apenas 97 adesões ao PDV, diz o sindicato local.
Na fábrica de São Caetano do Sul (SP), onde a GM ofereceu o mesmo pacote, só 40 trabalhadores aceitaram o PDV. "Faltam seis ou sete anos para a aposentadoria e, se eu saísse, com certeza não iria conseguir outro emprego", afirma Júnior César de Oliveira, de 48 anos. Ele trabalha como montador há 20 anos. "O mercado de trabalho está muito difícil."
Em 2014, a indústria da transformação eliminou 164 mil vagas, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Só as montadoras e as autopeças contribuíram com 19,2% desse total. Este ano também começou com demissões.
"O trabalhador só vê a situação piorar, vê que o custo de vida está alto e sabe que o emprego na montadora não é um emprego qualquer; por isso faz a opção de não sair, pois sabe que não conseguirá outro igual", diz Antonio Ferreira de Barros, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. O salário médio de um operário é de R$ 5,2 mil, diz ele.
Segundo Barros, "houve um período em que o PDV era interessante, principalmente para quem estava perto da aposentadoria, mas hoje o trabalhador prefere correr o risco de ser demitido, embora lutemos para que isso não ocorra."
Para o professor José Pastore, especialista em Economia do Trabalho da Universidade de São Paulo (USP), o PDV só é bem-sucedido quando o trabalhador sabe que tem outro emprego esperando. "Hoje, ele sabe que, se sair, vai ser difícil uma nova colocação e, se conseguir, provavelmente será por salário muito mais baixo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Exame

Crescimento industrial na zona do euro fica estável

Indústria europeia
Bangalore - O crescimento da indústria da zona do euro manteve-se estável em fevereiro, na máxima de seis meses atingida em janeiro, sustentada pelo euro mais fraco que impulsionou as encomendas para exportação e um ritmo mais rápido de contratações, mostrou nesta segunda-feira a Pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).
Mas o PMI ainda indica um ritmo apenas modesto de crescimento nas fábricas da região.
"O setor industrial da zona do euro quase não se expandiu em fevereiro, destacando o mal-estar que ainda pesa sobre a economia produtora de bens como um todo da região", disse o economista-chefe do Markit, Chris Williams.
"Entretanto, abaixo do dado decepcionante, partes diferentes da economia industrial estão claramente andando a velocidades diferentes, variando de um boom (irlandês) a uma queda (francesa)."
O PMI de indústria manteve-se em 51,0 em fevereiro, pouco abaixo da preliminar de 51,1 e acima da marca de 50 que separa crescimento de contração.
O índice de produção também não mostrou alteração, permanecendo em 52,1 em fevereiro na comparação com o mês anterior.
Mas as novas encomendas para exportação subiram no ritmo mais rápido desde julho do ano passado, sugerindo que a moeda enfraquecida está ajudando a melhorar a demanda do exterior. Isso pode ter ajudado as empresas a contratar no ritmo mais rápido desde abril.
Fonte: Exame

Focus revisa para baixo PIB de 2015 pela nona vez seguida

Brasília - Com a deterioração das estimativas para a produção industrial, a mediana das previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 aprofundou a perspectiva de retração e passou de 0,50% para 0,58% no Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 2, pelo Banco Central.
Há quatro semanas, a estimativa ainda estava positiva, em 0,03%. Esta foi a nona revisão seguida para baixo desse indicador.
Para 2016, a expectativa segue um pouco mais otimista. A previsão de alta de 1,50% foi mantida pela quarta semanas consecutiva.
A produção industrial continua como referência para a confecção das previsões para o PIB em 2015 e 2016.
No boletim Focus, a mediana das estimativas do mercado para o setor manufatureiro revela uma expectativa de queda de 0,72% para este ano, bem maior do que a previsão de baixa de 0,35% vista na semana passada e de alta de 0,50% de quatro semanas atrás.
Para 2016, as apostas de expansão para a indústria são de elevação e foram ampliadas de 2,00% para 2,40% de uma semana para outra. Mesmo assim, a mediana está mais baixa do que a vista quatro edições da pesquisa Focus: 2,50%.
Os economistas alteraram também suas estimativas para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB.
Para 2015, a mediana das previsões passou de 37,90% para 38,20% - quatro semanas antes esse número estava em 37,00%.
No caso de 2016, as expectativas ficaram congeladas em 38,90% de uma semana para outra - um mês atrás estava em 37,00%.
Superávit comercial
As projeções do mercado financeiro para a balança comercial apresentaram melhora tanto para 2015 quanto para 2016.
A mediana das estimativas para o saldo comercial em 2015 saiu de um saldo positivo de US$ 4,40 bilhões para US$ 5 bilhões no período, mesmo patamar visto quatro semanas atrás.
Para 2016, a mediana das projeções aumentou de um superávit de US$ 11 bilhões para US$ 11,24 bilhões. Um mês antes, a projeção mediana era de uma saldo positivo de US$ 10,51 bilhões.
No caso das previsões para a conta corrente, o mercado financeiro ajustou a mediana para 2015 de um déficit de US$ 78,40 bilhões da pesquisa passada para US$ 79,10 bilhões. Quatro semanas atrás estava em US$ 78,00 bilhões.
Já para 2016, a perspectiva de saldo negativo passou de US$ 69,75 bilhões na semana passada para US$ 70 bilhões agora.
Um mês antes esse número estava em US$ 69,50 bilhões.
Para esses analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) será insuficiente para cobrir esse resultado deficitário em 2015 e também no ano que vem, já que a mediana das previsões para esse indicador foi mantida US$ 60,00 bilhões no caso de 2015 e reduzida de US$ 60 bilhões para US$ 58,50 bilhões no de 2016.
Fonte: Exame

Indústria do Brasil volta a contrair, aponta PMI

Indústria
São Paulo - A indústria brasileira voltou a registrar contração em fevereiro após dois meses de fôlego diante da queda do volume de produção e de novos pedidos, mostrou o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgado nesta segunda-feira.
O Markit, que compila a pesquisa, informou que o PMI caiu a 49,6 em fevereiro contra 50,7 em janeiro, quando havia registrado o maior nível em um ano.
Assim, volta a ficar abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração, território onde permaneceu por sete meses do ano passado, a última vez em novembro.
"A principal característica dos dados de fevereiro foi o impacto do enfraquecimento do real, que está elevando o custo dos insumos, particularmente aqueles precificados em dólares", destacou o economista sênior do Markit Paul Smith.
"A infeliz tendência de falta de crescimento e preços em alta que têm sido uma recente característica da economia brasileira, portanto, continua", completou ele.
Segundo o Markit, o fortalecimento do dólar em relação ao real fez com que os preços de insumos aumentassem em fevereiro, pelo quarto mês seguido, levando a um crescimento dos preços médios cobrados pelos fabricantes.
Diante do aumento dos preços, as empresas destacaram fraqueza da demanda, principalmente do mercado interno.
Já os novos pedidos para exportação cresceram na comparação com o mês anterior, mas apenas ligeiramente pelo terceiro mês seguido.
Os produtores de bens de consumo chegaram a registrar aumentos modestos nos níveis de produção e de novos trabalhos, mas não suficiente para compensar as fortes quedas vistas em bens de investimento.
Em relação ao emprego, houve pouca alteração em fevereiro, mas ainda assim o subíndice relativo permaneceu acima da marca de 50 pelo terceiro mês seguido, período mais longo desde o primeiro trimestre de 2013.
A indústria tem sido um dos principais pesos sobre a economia brasileira. O setor fechou 2014 com queda da produção de 3,2 por cento, pior resultado em cinco anos e com forte debilidade dos investimentos.
Diante da perspectiva de possíveis racionamentos de energia e de água, além do cenário atual de inflação e juros elevados, o mercado já vê nova contração este ano.
Após subir em janeiro, a confiança da indústria recuou 3,4 por cento em fevereiro, maior queda desde junho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Fonte: Exame

Produção de cerveja cai 6,6% em fevereiro, segundo o Sicobe

Cervejas
São Paulo - A produção brasileira de cerveja caiu 6,6% em fevereiro deste ano nacomparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe), da Receita Federal.

No mês passado, a fabricação nacional da bebida totalizou 1,149 bilhão de litros.
No acumulado dos dois primeiros meses de 2015, a produção de cerveja brasileira registra queda de 2,9% ante o mesmo período de 2014. Em janeiro e fevereiro desse ano, o total produzido chega a 2,452 bilhões de litros.
Refrigerantes
A produção de refrigerantes também teve retração em fevereiro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a fabricação da bebida caiu 10,8%, chegando a 1,176 bilhão de litros.
Nos dois meses de 2015, a produção de refrigerantes acumula queda de 5%, somando 2,543 bilhões de litros.
Fonte: Exame

Presidente Dilma sanciona lei dos caminhoneiros sem alterações



Lei passa a valer a partir da terça-feira (03), mas entre acordos prometidos
aos líderes do movimento, governo não aceitou reduzir valor do óleo diesel.



Mesmo sem o fim total dos bloqueios, o governo começou nesta segunda-feira (02) a cumprir as promessas feitas aos líderes do movimento. A presidente Dilma Rousseff sancionou, sem nenhuma alteração, a chamada lei dos caminhoneiros, que tinha sido aprovada pelo Congresso.
A lei passa a valer a partir da terça-feira (03). Ela autoriza que o caminhoneiro faça até quatro horas extras por dia, o que permite uma jornada de trabalho de 12 horas por dia. Prevê que no período de 24 horas o caminhoneiro descanse por pelo menos 11 horas. Amplia os pontos de parada para descanso e repouso. O motorista terá que passar a fazer exame toxicológico periódico 90 dias depois a publicação da lei.
A lei também permite que cada caminhão carregue 10% a mais de peso por eixo do que o máximo permitido. Esse limite era de 5%. Reduz o valor do pedágio dos caminhões que trafegam sem carga, além de perdoa as multas por excesso de peso e por desrespeito ao tempo mínimo de descanso do caminhoneiro expedidas nos últimos dois anos. A responsabilidade pelo excesso de carga passa a ser da empresa transportadora.
Só no primeiro semestre do ano passado, mais de 200 mil caminhões foram multados nas balanças, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. A pesagem está suspensa por decisão da Justiça.
A presidente Dilma Rousseff também autorizou o BNDES a dar carência de um ano para o pagamento dos empréstimos feitos para comprar caminhões. De 2009 para cá foram liberados em linhas especiais com juros mais baixos, R$ 9,8 mil para caminhoneiros autônomos e microempresas.
Mas o governo não aceitou reduzir o valor do óleo diesel. Em uma reunião marcada para o dia 10 de março, governo, caminhoneiros e empresários vão discutir a criação de uma tabela referencial para a cobrança do frete no país.
Vídeo: http://glo.bo/1EbXQ4A
Fonte: G1

domingo, 1 de março de 2015

NTC&Logística prevê quebra de transportadores de carga por defasagem do frete

A view of a truckers' protest on the BR 381 highway in Betim

A crise pela qual passa o setor de transporte rodoviário de cargas do Brasil, evidenciada pelo protesto dos caminhoneiros que bloqueiam estradas em vários Estados, deverá resultar na falência de muitas transportadoras, previu uma associação do setor nesta quinta-feira.
A NTC&Logística, que tem cerca de 3.500 empresas de transporte de carga e mais de 50 entidades patronais associadas, contudo, avalia que a quebra de empresas irá no futuro equilibrar as contas do segmento, hoje deficitárias, e a oferta de caminhões no país.
A entidade aponta a diferença entre o preço do frete e os custos efetivos da atividade como um dos principais problemas por trás da crise. Pesquisa divulgada pela NTC nesta quinta-feira calcula que a defasagem média entre o frete e o custo está atualmente em 14,11 por cento.
De acordo com a NTC&Logística, a diferença entre o custo e preço do frete tem origem, principalmente, na inflação dos insumos que compõem as despesas, incluindo o recente aumento do preço do diesel, bem como as defasagens de frete que vêm se acumulando ao longo dos últimos anos. Mas também tem relação com a má administração de custos conduzida por muitos empresários e caminhoneiros.
"O problema é (também) a ignorância de boa parte do setor de transporte com relação aos custos", disse à Reuters Lauro Valdivia, assessor técnico NTC&Logística. "Se boa parte dos empresários não sabe o custo, como vai resolver o frete?", questionou.
A NTC&Logística afirma não estar apoiando as atuais manifestações de caminhoneiros e não esteve presente nas negociações do setor com o governo federal nesta semana.
O frete barato, acrescentou Valdivia, também pode ser explicado pelo crescimento da frota de caminhões do Brasil, impulsionada por financiamento subsidiado oferecido pelo governo federal, e a própria crise econômica pela qual passa o país.
Se o país estivesse crescendo, observou o especialista, a situação seria resolvida mais facilmente, porque os contratantes não teriam tanto problema em pagar mais pelo frete.
"Mas está em um momento em que a economia não favorece recomposição de nada, o contratante também precisa reduzir o custo, porque o mercado também caiu", explicou.
Ele apontou ainda que um dos setores com frete mais defasado é o do agronegócio.
"Há três anos, quem estava reclamando eram os embarcadores (contratantes) em Mato Grosso. O frete subiu 40 por cento (naquela época) e tinha gente brincando que até médico estava comprando caminhão (para transportar grãos)", afirmou o especialista, lembrando que as cotações das commodities agora estão mais baixas, afetadas por grande safras globais, incluindo do Brasil.


FONTE: Reuters - SP 

5 dicas para deixar o site da sua empresa melhor

Empreendedores em uma reunião com laptop



A Internet se tornou ferramenta essencial no cotidiano, em que o usuário faz desde compras até novas amizades. Assim, possuir um site é o primeiro passo para que sua marca seja lembrada e reconhecida pelos consumidores.
Entretanto, apenas ter um domínio e uma página pronta não é suficiente. Hoje as pessoas querem um design limpo, simples e de fácil navegação, para que encontrem o que procuram de forma simples e objetiva. Veja cinco dicas para deixar seu site mais funcional e eficiente:
1. Defina o objetivo
É o ponto de partida para qualquer projeto de criação de sites. A empresa ou o profissional precisam definir a finalidade e a meta do endereço virtual, mesmo que seja puramente institucional. Isso faz com que os desenvolvedores possam estipular os melhores elementos para a página.
2. Planeje a arquitetura
É preciso planejar a arquitetura da informação, colocando os elementos corretos em seus respectivos lugares. As regiões nobres da página (como o menu superior) devem privilegiar o que foi definido na meta. Por exemplo, se a empresa quer que os usuários preencham formulários de contatos, esta seção pede um bom destaque.
3. Utilize técnicas de SEO
O simples fato de utilizar imagens com nomes corretos, colocando as melhores tags e deixando o site mais leve ajudam a incrementar o posicionamento em listas de buscas. Isso porque os buscadores costumam dar boas notas para páginas que sabem trabalhar com o conteúdo, elevando naturalmente sua posição e garantindo até mesmo uma visibilidade gratuita para a marca.
4. Faça testes AB
Se o profissional está em dúvida sobre o formato do layout, a cor dos elementos ou até mesmo a posição, a recomendação é fazer testes constantes para chegar ao modelo mais adequado. Basta criar páginas com algumas propostas e verificar qual teve melhor aderência perante o público.
5. Mensure
Por fim, mensure tudo. Diferente de uma mídia offline, o site sempre pode ser avaliado por diferentes métricas. Com os dados em mãos, a empresa cria um mapa de navegação do projeto, identificando as áreas que mais prenderam a atenção do usuário, e até mesmo estipular um funil de metas. Dessa forma, garantem um aperfeiçoamento constante da página e principalmente o alinhamento com o objetivo proposto no início do projeto.
*Artigo por Rodrigo de Oliveira Neves, CEO da VitaminaWeb
Fonte: Exame