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segunda-feira, 2 de março de 2015

Focus revisa para baixo PIB de 2015 pela nona vez seguida

Brasília - Com a deterioração das estimativas para a produção industrial, a mediana das previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 aprofundou a perspectiva de retração e passou de 0,50% para 0,58% no Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 2, pelo Banco Central.
Há quatro semanas, a estimativa ainda estava positiva, em 0,03%. Esta foi a nona revisão seguida para baixo desse indicador.
Para 2016, a expectativa segue um pouco mais otimista. A previsão de alta de 1,50% foi mantida pela quarta semanas consecutiva.
A produção industrial continua como referência para a confecção das previsões para o PIB em 2015 e 2016.
No boletim Focus, a mediana das estimativas do mercado para o setor manufatureiro revela uma expectativa de queda de 0,72% para este ano, bem maior do que a previsão de baixa de 0,35% vista na semana passada e de alta de 0,50% de quatro semanas atrás.
Para 2016, as apostas de expansão para a indústria são de elevação e foram ampliadas de 2,00% para 2,40% de uma semana para outra. Mesmo assim, a mediana está mais baixa do que a vista quatro edições da pesquisa Focus: 2,50%.
Os economistas alteraram também suas estimativas para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB.
Para 2015, a mediana das previsões passou de 37,90% para 38,20% - quatro semanas antes esse número estava em 37,00%.
No caso de 2016, as expectativas ficaram congeladas em 38,90% de uma semana para outra - um mês atrás estava em 37,00%.
Superávit comercial
As projeções do mercado financeiro para a balança comercial apresentaram melhora tanto para 2015 quanto para 2016.
A mediana das estimativas para o saldo comercial em 2015 saiu de um saldo positivo de US$ 4,40 bilhões para US$ 5 bilhões no período, mesmo patamar visto quatro semanas atrás.
Para 2016, a mediana das projeções aumentou de um superávit de US$ 11 bilhões para US$ 11,24 bilhões. Um mês antes, a projeção mediana era de uma saldo positivo de US$ 10,51 bilhões.
No caso das previsões para a conta corrente, o mercado financeiro ajustou a mediana para 2015 de um déficit de US$ 78,40 bilhões da pesquisa passada para US$ 79,10 bilhões. Quatro semanas atrás estava em US$ 78,00 bilhões.
Já para 2016, a perspectiva de saldo negativo passou de US$ 69,75 bilhões na semana passada para US$ 70 bilhões agora.
Um mês antes esse número estava em US$ 69,50 bilhões.
Para esses analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) será insuficiente para cobrir esse resultado deficitário em 2015 e também no ano que vem, já que a mediana das previsões para esse indicador foi mantida US$ 60,00 bilhões no caso de 2015 e reduzida de US$ 60 bilhões para US$ 58,50 bilhões no de 2016.
Fonte: Exame

Indústria do Brasil volta a contrair, aponta PMI

Indústria
São Paulo - A indústria brasileira voltou a registrar contração em fevereiro após dois meses de fôlego diante da queda do volume de produção e de novos pedidos, mostrou o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgado nesta segunda-feira.
O Markit, que compila a pesquisa, informou que o PMI caiu a 49,6 em fevereiro contra 50,7 em janeiro, quando havia registrado o maior nível em um ano.
Assim, volta a ficar abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração, território onde permaneceu por sete meses do ano passado, a última vez em novembro.
"A principal característica dos dados de fevereiro foi o impacto do enfraquecimento do real, que está elevando o custo dos insumos, particularmente aqueles precificados em dólares", destacou o economista sênior do Markit Paul Smith.
"A infeliz tendência de falta de crescimento e preços em alta que têm sido uma recente característica da economia brasileira, portanto, continua", completou ele.
Segundo o Markit, o fortalecimento do dólar em relação ao real fez com que os preços de insumos aumentassem em fevereiro, pelo quarto mês seguido, levando a um crescimento dos preços médios cobrados pelos fabricantes.
Diante do aumento dos preços, as empresas destacaram fraqueza da demanda, principalmente do mercado interno.
Já os novos pedidos para exportação cresceram na comparação com o mês anterior, mas apenas ligeiramente pelo terceiro mês seguido.
Os produtores de bens de consumo chegaram a registrar aumentos modestos nos níveis de produção e de novos trabalhos, mas não suficiente para compensar as fortes quedas vistas em bens de investimento.
Em relação ao emprego, houve pouca alteração em fevereiro, mas ainda assim o subíndice relativo permaneceu acima da marca de 50 pelo terceiro mês seguido, período mais longo desde o primeiro trimestre de 2013.
A indústria tem sido um dos principais pesos sobre a economia brasileira. O setor fechou 2014 com queda da produção de 3,2 por cento, pior resultado em cinco anos e com forte debilidade dos investimentos.
Diante da perspectiva de possíveis racionamentos de energia e de água, além do cenário atual de inflação e juros elevados, o mercado já vê nova contração este ano.
Após subir em janeiro, a confiança da indústria recuou 3,4 por cento em fevereiro, maior queda desde junho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Fonte: Exame