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segunda-feira, 2 de março de 2015

Presidente Dilma sanciona lei dos caminhoneiros sem alterações



Lei passa a valer a partir da terça-feira (03), mas entre acordos prometidos
aos líderes do movimento, governo não aceitou reduzir valor do óleo diesel.



Mesmo sem o fim total dos bloqueios, o governo começou nesta segunda-feira (02) a cumprir as promessas feitas aos líderes do movimento. A presidente Dilma Rousseff sancionou, sem nenhuma alteração, a chamada lei dos caminhoneiros, que tinha sido aprovada pelo Congresso.
A lei passa a valer a partir da terça-feira (03). Ela autoriza que o caminhoneiro faça até quatro horas extras por dia, o que permite uma jornada de trabalho de 12 horas por dia. Prevê que no período de 24 horas o caminhoneiro descanse por pelo menos 11 horas. Amplia os pontos de parada para descanso e repouso. O motorista terá que passar a fazer exame toxicológico periódico 90 dias depois a publicação da lei.
A lei também permite que cada caminhão carregue 10% a mais de peso por eixo do que o máximo permitido. Esse limite era de 5%. Reduz o valor do pedágio dos caminhões que trafegam sem carga, além de perdoa as multas por excesso de peso e por desrespeito ao tempo mínimo de descanso do caminhoneiro expedidas nos últimos dois anos. A responsabilidade pelo excesso de carga passa a ser da empresa transportadora.
Só no primeiro semestre do ano passado, mais de 200 mil caminhões foram multados nas balanças, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. A pesagem está suspensa por decisão da Justiça.
A presidente Dilma Rousseff também autorizou o BNDES a dar carência de um ano para o pagamento dos empréstimos feitos para comprar caminhões. De 2009 para cá foram liberados em linhas especiais com juros mais baixos, R$ 9,8 mil para caminhoneiros autônomos e microempresas.
Mas o governo não aceitou reduzir o valor do óleo diesel. Em uma reunião marcada para o dia 10 de março, governo, caminhoneiros e empresários vão discutir a criação de uma tabela referencial para a cobrança do frete no país.
Vídeo: http://glo.bo/1EbXQ4A
Fonte: G1

domingo, 1 de março de 2015

NTC&Logística prevê quebra de transportadores de carga por defasagem do frete

A view of a truckers' protest on the BR 381 highway in Betim

A crise pela qual passa o setor de transporte rodoviário de cargas do Brasil, evidenciada pelo protesto dos caminhoneiros que bloqueiam estradas em vários Estados, deverá resultar na falência de muitas transportadoras, previu uma associação do setor nesta quinta-feira.
A NTC&Logística, que tem cerca de 3.500 empresas de transporte de carga e mais de 50 entidades patronais associadas, contudo, avalia que a quebra de empresas irá no futuro equilibrar as contas do segmento, hoje deficitárias, e a oferta de caminhões no país.
A entidade aponta a diferença entre o preço do frete e os custos efetivos da atividade como um dos principais problemas por trás da crise. Pesquisa divulgada pela NTC nesta quinta-feira calcula que a defasagem média entre o frete e o custo está atualmente em 14,11 por cento.
De acordo com a NTC&Logística, a diferença entre o custo e preço do frete tem origem, principalmente, na inflação dos insumos que compõem as despesas, incluindo o recente aumento do preço do diesel, bem como as defasagens de frete que vêm se acumulando ao longo dos últimos anos. Mas também tem relação com a má administração de custos conduzida por muitos empresários e caminhoneiros.
"O problema é (também) a ignorância de boa parte do setor de transporte com relação aos custos", disse à Reuters Lauro Valdivia, assessor técnico NTC&Logística. "Se boa parte dos empresários não sabe o custo, como vai resolver o frete?", questionou.
A NTC&Logística afirma não estar apoiando as atuais manifestações de caminhoneiros e não esteve presente nas negociações do setor com o governo federal nesta semana.
O frete barato, acrescentou Valdivia, também pode ser explicado pelo crescimento da frota de caminhões do Brasil, impulsionada por financiamento subsidiado oferecido pelo governo federal, e a própria crise econômica pela qual passa o país.
Se o país estivesse crescendo, observou o especialista, a situação seria resolvida mais facilmente, porque os contratantes não teriam tanto problema em pagar mais pelo frete.
"Mas está em um momento em que a economia não favorece recomposição de nada, o contratante também precisa reduzir o custo, porque o mercado também caiu", explicou.
Ele apontou ainda que um dos setores com frete mais defasado é o do agronegócio.
"Há três anos, quem estava reclamando eram os embarcadores (contratantes) em Mato Grosso. O frete subiu 40 por cento (naquela época) e tinha gente brincando que até médico estava comprando caminhão (para transportar grãos)", afirmou o especialista, lembrando que as cotações das commodities agora estão mais baixas, afetadas por grande safras globais, incluindo do Brasil.


FONTE: Reuters - SP 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

'Brincadeira' da desoneração se mostrou 'extremamente cara', diz Levy

Governo elevou alíquota de contribuição previdenciária paga por empresas.
Indústria diz que medida é 'retrocesso' e que pode gerar desemprego.



O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, defendeu nesta sexta-feira (27) a Medida Provisória que, na prática, reduziu a desoneração da folha de pagamentos das empresas – que nos últimos anos tiveram um alívio no pagamento da contribuição previdenciária.

Em sua cruzada para atingir a meta de superávit primário deste ano, de R$ 66,3 bilhões para todo o setor público (governo, estados, municípios e empresas estatais), o ministro anunciou que a desoneração da folha de pagamentos passará a ser menor.
"Essa brincadeira [desoneração da folha] nos custa R$ 25 bilhões por ano, e vários estudos nos mostram que isso não tem protegido o emprego. Tem que saber ajustar quando não está dando resultado. Não deu os resultados que se imaginava e se mostrou extremamente caro. A gente não está eliminando. Está reduzindo [o benefício]", declarou Levy.
Menos renúncia fiscal
Segundo o ministro, em 2015, essa medida vai resultar na economia de R$ 5,3 bilhões com renúncia fiscal (recursos que o governo deixará de arrecadar). Em 2016, um ano fechado, a economia será maior: R$ 12,8 bilhões.
Levy avaliou que, em um momento em que a economia está se ajustando, as empresas também "vão ter de se ajustar". O ministro declarou ter certeza que o setor empresarial vai descobrir novos caminhos para continuar crescendo com menos transferências e renúncias fiscais do governo.
"A gente deve trabalhar para ampliar a tributação do regime do simples. A gente está fazendo medidas que facilitem as pessoas trabalharem. É assim que o Brasil vai crescer. O PAC vai continuar sendo importante, mas a gente vai botar isso dentro de uma equação financeira que seja sustentável", acrescentou o ministro da Fazenda.
A desoneração começou a ser aplicada em 2011 e substituiu a folha de salários como base para a contribuição previdenciária. Em 2014, ano eleitoral, a presidente Dilma Rousseff tornou o benefício permanente, autorizando a ampliação dos segmentos beneficiados, hoje em torno de 60%.
Entenda a nova medida
A Medida Provisória 669 foi publicada nesta sexta no "Diário Oficial da União" e elevou as alíquotas de contribuição para a Previdência sobre a receita bruta das empresas. Quem pagava alíquota de 1% de contribuição previdenciária sobre a receita bruta passa agora para 2,5%. Quem tinha alíquota de 2% vai para 4,5%. A mudança começará a valer a partir de junho.
Levy explicou que o governo está dando a opção, após as mudanças, de as empresas retornarem ao regime anterior – com o pagamento de contribuição patronal de 20% para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A escolha poderá ser feita pelas empresas em julho deste ano e, nos anos subsequentes, nos meses de janeiro.
"Pelos nossos cálculos, com alíquota de 2,5% proposta na MP, 40% das empresas e um número ainda maior de empregos continuará a ser beneficiado pelo sistema de desoneração de folha de pagamento, e as outras empresas não serão prejudicadas. Apenas voltarão para o regime normal", disse o ministro.
Levy acrescentou que a expectativa é que, com a mudança de alíquotas, 70 mil empresas vão voltar ao regime normal de pagamento de contribuição patronal.
"Mais da metade delas, 37 mil empresas, em princípio, estarão felizes em poder optar [pelo regime anterior].  O sistema atual não é vantajoso para estas empresas. Outras 55 mil empresas ficarão [no regime de desoneração da folha], mais de sete milhões de pessoas", afirmou.
Menos benefício para exportador
O governo também anunciou nesta sexta a redução dos benefícios para exportadores de produtos manufaturados. A alíquota do Reintegra, programa que "devolve" aos empresários uma parte do valor exportado em produtos manufaturados por meio de créditos do PIS e Cofins, cairá de 3% para 1%.
A medida foi anunciada justo no momento em que o governo está finalizando um pacote para estimular as exportações brasileiras.
Indústria fala em 'retrocesso'
Representantes da indústria criticaram o aumento da tributação. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a medida de "retrocesso para a competitividade" e avalia que haverá consequências inclusive para a manutenção de empregos.
Para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), "na prática, o governo acaba com o programa de desoneração da folha de pagamento".
Outras medidas de ajuste
Para tentar atingir as metas fiscais, a nova equipe econômica anunciou uma série de medidas nos últimos meses. Entre elas estão mudanças nos benefícios sociais, como seguro-desemprego, auxílio-doença, abono salarial e pensão por morte, que ainda têm de passar pelo crivo do Congresso Nacional.

Além disso, também subiram os juros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor produtivo, como forma de diminuir o pagamento de subsídios pelo governo.
Outra medida foi a alta do IPI para automóveis no início deste ano, além do aumento de tributos sobre a gasolina, operações de crédito e cosméticos. O Ministério do Planejamento, por sua vez, anunciou a redução dos limites temporários de empenho para gastos no orçamento de 2015 e, mais recentemente, o bloqueio de restos a pagar.

No início deste ano, o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, havia confirmado que não haverá mais repasses do governo ao setor elétrico, antes estimados em R$ 9 bilhões para este ano, o que deverá elevar ainda mais a conta de luz, que pode ter aumento superior a 40% em 2015.
Lista de setores afetados (Foto: Reprodução/Ministério da Fazenda)
Fonte: G1

Tarifa de energia elétrica aumenta até 5,7% na Paraíba a partir de segunda

Aneel anunciou revisão de tarifas e alta da taxa extra da bandeira tarifária.
Energisa Borborema aumenta tarifa em 5,7% e Energisa PB em 3,8%.


As contas de luz na Paraíba vão aumentar a partir da próxima segunda-feira (2). A tarifa das cidades atendidas pela Energisa Borborema aumentam em 5,7% e os municípios atendidos pela concessionária Energisa PB terão alta de 3,8%. O reajuste vai começar a vigorar após a revisão extraordinária aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (27). No início de fevereiro, a conta de energia já tinha sofrido um primeiro reajuste para Campina Grande e outras cinco cidades da Paraíba.
A alta para os estados do Norte e Nordeste será em média de 5,5%, inferior ao repasse para os consumidores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, cuja alta vai ser de 28,7%, na média, 4,5 vezes maior.
Ao todo, a Aneel autorizou o reajuste das tarifas de 58 das 63 distribuidoras de energia do país. Os cerca de 1,2 milhão de consumidores da AES Sul, que atende em 118 cidades do Rio Grande do Sul, terão o maior reajuste, de 39,5%.
Entre as maiores distribuidoras, os mais altos serão da Copel (36,4%), que atende a clientes no Paraná, da Eletropaulo (31,9%), que atua em São Paulo, e da Cemig (28,8%), que atende a consumidores de Minas Gerais.

Clientes de quatro distribuidoras não serão atingidos pelo reajuste extra das contas de luz. Os da CEA, do Amapá, porque a empresa não pediu à Aneel a revisão extraordinária. Já os da Amazonas Energia (AM), Boa Vista e CERR (RR), estão livres porque vivem em regiões que não são atendidas pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), rede de linhas de transmissão que liga o país, e por isso não participam do rateio de contas do setor.
Aumento extra
As revisões extraordinárias aprovadas nesta sexta-feira são um aumento extra nas contas de luz, aplicado quando há risco de desequilíbrio nas contas das distribuidoras. Portanto, os consumidores podem esperar por nova alta em suas tarifas ao longo de 2015, pois a Aneel ainda vai autorizar o reajuste ordinário, aquele que já ocorre uma vez por ano.
Também nesta sexta, a Aneel aprovou a previsão de orçamento da CDE para 2015 e determinou que os consumidores paguem, via contas de luz, R$ 22,06 bilhões para o fundo do setor elétrico. O dinheiro vai financiar, entre outras ações, o programa Luz para Todos, o subsídio à tarifa de famílias de baixa renda, combustível para usinas termelétricas no Norte do país e o pagamento de indenizações a empresas.
Consumidores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste vão pagar 80% desse valor. Aos consumidores do Norte e Nordeste, será repassado 20% do total. A arrecadação dos R$ 22,06 bilhões será feita ao longo de 2015.

Equilíbrio
O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, afirmou que o reajuste extra vem corrigir "eventos que perturbam o equilíbrio econômico e financeiro das distribuidoras", entre os quais o repasse da CDE "é o principal item".

“Com essas decisões que estão sendo tomadas, completamos o ciclo para alcançar a sustentabilidade do setor elétrico por meio da tarifa”, disse Rufino. A medida faz parte dos esforços do governo para equilibrar as contas públicas e reverter o processo de perda de credibilidade. No caso do setor elétrico, isso significa suspender ajuda financeira às distribuidoras, por meio de recursos do Tesouro, e promover o chamado “realismo tarifário”, ou seja, repassar às tarifas todos os custos do setor.
Bandeiras tarifárias
A Aneel já havia tomado nesta sexta uma outra decisão que implica em aumento das contas de luz para os brasileiros ao aprovar o aumento na taxa extra das bandeiras tarifárias, cobrada nas contas de luz quando há aumento no custo de produção de energia no país. Os novos valores, agora oficiais, começam a valer na próxima segunda-feira (2) e são os mesmos propostos no início de fevereiro, quando o assunto foi levado a audiência pública.
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Tarifas de luz (Foto: Arte/G1)
Em caso de bandeira vermelha, que vigora atualmente em todo país e sinaliza que está muito caro gerar energia, passará a ser cobrada nas contas de luz uma taxa extra de R$ 5,50 para cada 100 kWh (quilowatts-hora) de energia usados, aumento de 83,33% em relação aos R$ 3 cobrados entre janeiro e fevereiro.
Já no caso de bandeira amarela, que sinaliza que a produção de energia está um pouco mais cara, taxa extra aplicada passa de R$ 1,50 para R$ 2,50 (+ 66,66%). Não houve alteração em relação à bandeira verde, que sinaliza que não há custo adicional para produção de eletricidade e, portanto, não é aplicada a taxa extra.

Os recursos arrecadados via bandeiras vão cobrir o custo extra pelo uso mais intenso no país de termelétricas (usinas movidas a combustíveis como óleo e gás e que geram energia mais cara), além da compra, pelas distribuidoras, de energia no mercado à vista, onde o preço também é mais alto.
Assim como no caso da revisão extraordinária, as distribuidoras deveriam pagar essa fatura no primeiro momento para depois repassar aos consumidores no reajuste anual. Como elas alegam não ter recursos para isso, as bandeiras permitem a arrecadação imediata.
Governo e Aneel apontam que essa troca (arrecadação imediata via bandeiras ao invés de aguardar o reajuste) é vantajosa para os consumidores, que seriam obrigados a pagar juros às distribuidoras caso elas bancassem os gastos extras nesse primeiro momento.
Fonte: G1

Aneel aprova aumento no valor da taxa extra da bandeira tarifária

Taxa da bandeira vermelha passa de R$ 3 para R$ 5,50 por 100 kWh.
Novos valores passam a encarecer contas de luz a partir de segunda (2).

Resultado de imagem para bandeira tarifaria energia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta sexta-feira (27) o aumento na taxa extra das bandeiras tarifárias, cobrada nas contas de luz quando há aumento no custo de produção de energia no país.

Os novos valores, agora oficiais, começam a valer na próxima segunda-feira (2) e são os mesmos propostos pela Aneel no início de fevereiro, quando o assunto foi levado a audiência pública.

Em caso de bandeira vermelha, que vigora atualmente em todo país e sinaliza que está muito caro gerar energia, passará a ser cobrada nas contas de luz uma taxa extra de R$ 5,50 para cada 100 kWh (quilowatts-hora) de energia usados, aumento de 83,33% em relação aos R$ 3 cobrados entre janeiro e fevereiro.


Já no caso de bandeira amarela, que sinaliza que a produção de energia está um pouco mais cara, taxa extra aplicada passa de R$ 1,50 para R$ 2,50 (+ 66,66%). Não houve alteração em relação à bandeira verde, que sinaliza que não há custo adicional para produção de eletricidade e, portanto, não é aplicada a taxa extra.

Fonte: G1

Nova regra do seguro-desemprego vale para demitidos a partir de sábado

Mudanças valem para quem der entrada no pedido a partir desta segunda.
Veja em quais situações o trabalhador terá direito ao benefício.



A nova regra do seguro-desemprego começa a valer para quem for demitido a partir deste sábado (28), segundo informou o Ministério do Trabalho. Portanto, as mudanças valerão para esses trabalhadores que darão entrada no pedido a partir desta segunda-feira (2).
"A vigência da Medida Provisória [que estabelece as novas regras] começará 60 dias a partir da data da publicação. Sendo assim, as novas regras incidirão nos trabalhadores demitidos a partir do dia 28 de fevereiro de 2015", diz o Ministério do Trabalho.
Com as mudanças, o trabalhador que solicitar o benefício pela primeira vez deverá ter trabalhado por 18 meses nos 24 meses anteriores.
De acordo com as novas regras, na segunda solicitação do benefício, ele terá de ter trabalhado por 12 meses nos 16 meses anteriores e, a partir da terceira solicitação, terá de ter trabalhado, pelo menos, por seis meses ininterruptos nos 16 meses anteriores.
De acordo com o Ministério da Fazenda, na primeira solicitação, o trabalhador poderá receber quatro parcelas se tiver trabalhado entre 18 e 23 meses nos 36 meses anteriores. Poderá receber cinco parcelas se tiver trabalhado a partir de 24 meses nos 36 meses anteriores. Já na segunda solicitação, ele poderá receber quatro pardelas se tiver trabalhado entre 12 e 24 meses nos 36 meses anteriores.
A partir da terceira solicitação do seguro-desemprego, vale a regra anterior, que prevê o recebimento de três parcelas para quem trabalhou entre 6 e 11 meses nos 36 meses anteriores. Para receber quatro parcelas do seguro-desemprego, ele terá de ter trabalhado entre 12 e 23 meses nos 36 meses anteriores e, para receber cinco parcelas, terá de ter trabalhado por, pelo menos, 24 meses nos 36 meses anteriores.

Outras mudanças

Também começa a valer em março um novo cálculo que reduzirá o valor da pensão por morte (do patamar de 100% do salário de benefício para 50% mais 10% por dependente até o limite de 100% e com o fim da reversão da cota individual de 10%).
Outra mudança é a vitaliciedade do benefício. Cônjuges “jovens” não receberão mais pensão pelo resto da vida. Pelas novas regras, o valor será vitalício para pessoas com até 35 anos de expectativa de vida – atualmente quem tem 44 anos ou mais. A partir desse limite, a duração do benefício dependerá da expectativa de sobrevida.
Desse modo, o beneficiário que tiver entre 39 e 43 anos receberá pensão por 15 anos. Quem tiver idade entre 33 e 38 anos obterá o valor por 12 anos. O cônjuge com 28 a 32 anos terá pensão por nove anos. Quem tiver entre 22 e 27 anos receberá por seis anos. E o cônjuge com 21 anos ou menos receberá pensão por apenas três anos.
Já entrou em vigor no dia 14 de fevereiro uma das novas regras anunciadas pelo governo para a pensão por morte. Com a mudança, só tem direito ao benefício quem conta com pelo menos dois anos de casamento ou união estável. A legislação anterior não estabelecia um prazo mínimo para a união.
As mudanças na pensão por morte fazem parte de um pacote de medidas provisórias anunciadas pelo governo no final do ano passado para tornar mais rigoroso o acesso da população a uma série de benefícios previdenciários. As mudanças não afetam quem já recebe o benefício.
Já no dia 30 de dezembro, entrou em vigor a alteração que estabelece que deixa de ter à pensão o dependente condenado pela prática de crime que tenha resultado na morte do segurado.
Fonte: G1

Entenda o escândalo bancário envolvendo o HSBC

Chefes de instituição se desculparam por falta de controle sobre filial suíça. Esquema ajudou milhares de correntistas ricos a sonegar imposto.

Fachada do HSBC em Zurique, na Suíça (Foto: REUTERS/Arnd Wiegmann)
Os dois principais chefes do banco britânico HSBC pediram desculpas publicamente nesta semana por práticas "inaceitáveis" cometidas por sua filial na Suíça.
Eles disseram que as desculpas se referiam à falta de controle da instituição sobre operações da filial em anos anteriores. As declarações foram dadas pelo chefe executivo Stuart Gulliver e o presidente do banco, Douglas Flint.

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Eles afirmaram que muitas melhorias de procedimentos foram colocadas em prática para aumentar o controle sobre as atividades do banco.
O HSBC é o atual foco de um escândalo bancário iniciado com o vazamento de dados de 106 mil clientes de 203 países que mantinham contas na Suíça.
Autoridades de diversos países investigam supostas evidências de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro envolvendo correntistas.
Parte dos indícios apontaria ainda para uma "ajuda" dada por funcionários do banco para que clientes ricos evitassem pagar milhares de dólares em impostos.

Vazamentos

A onda de suspeitas sobre o HSBC surgiu em 2007, quando Hervé Falciani, ex-funcionário da área de tecnologia da informação da filial do banco na Suíça obteve os dados de 106 mil clientes de alto perfil em cujas contas tramitavam bilhões de euros.
Entre eles estavam empresários, políticos, estrelas do showbizz e esportistas, mas também traficantes de drogas e armas e suspeitos de ligações com atividades terroristas.
Os dados se referiam a movimentações financeiras ocorridas entre os anos de 2005 e 2007.
Uma parte desses clientes se aproveitava do sigilo bancário do país para manter contas não declaradas – com o provável objetivo de evitar pagamento de impostos ao até mesmo lavar dinheiro.
Falciani fugiu da Suíça com o material, a fim de evitar ser processado pelas leis locais e acabou entregando os dados para autoridades francesas em meados de 2007.
Investigações
Com base nos dados obtidos com Falciani, a França abriu uma investigação sobre cidadãos franceses que estariam mantendo contas secretas na Suíça.
Mas os dados dos documentos deram origem também à chamada "Lista Lagarde", que resultou em prisões e tentativa de recuperação de recursos financeiros na Grécia, na Espanha, nos Estados Unidos, na Bélgica e na Argentina.
O governo britânico recebeu a lista e identificou mais de mil sonegadores. Cerca de 135 milhões de libras foram recuperadas silenciosamente e uma pessoa foi detida.
O jornal francês Le Monde também deve acesso aos dados e repassou os documentos para um consórcio internacional de jornalistas chamado ICIJ.
As investigações culminaram com as próprias autoridades suíças investigando a filial do banco. Neste ano, policiais foram às instalações da empresa no país para recolher evidências sobre eventuais crimes cometidos.

Brasil

Os documentos vazados por Falciani também incluem dados sobre 5,5 mil contas secretas de brasileiros, entre pessoas físicas e jurídicas, com um saldo total de US$ 7 bilhões (cerca de R$ 19,5 bilhões).
O Brasil, de acordo com o consórcio de jornalistas ICIJ, está em nono lugar na lista de 203 países com a maior quantia em dólares nos documentos vazados da filial suíça.
Como as contas eram usadas
Executivos de banco pediram desculpas por falta de controle sobre filial da Suíça
Manter contas em outros países não é ilegal, mas muitas pessoas as usam para esconder dinheiro das autoridades fiscais de seus países.
E, apesar de existirem formas legais para se pagar menos impostos, é ilegal esconder dinheiro para sonegar impostos.
Segundo as acusações, o banco não somente teria feito vista grossa para a evasão de impostos como também teria ajudado ativamente alguns clientes a violarem a lei.
Quando foram introduzidas novas leis na Europa em 2005 obrigando bancos suíços a recolher impostos de contas não declaradas e repassá-los às respectivas autoridades fiscais, o banco teria escrito aos clientes oferecendo formas de contornar os tributos.
Em um caso mostrado no programa Panorama, da BBC, o HSBC deu a uma família abastada um cartão de crédito internacional para fazer saques de dinheiro não declarados em caixas automáticos no exterior.
O HSBC nega que os donos das contas listadas estavam evadindo impostos, mas autoridades francesas concluíram, em 2013, que 99,8% de seus cidadãos na lista vazada provavelmente praticavam evasão fiscal.

Delator

Os motivos que levaram Falciani a vazar os dados bancários ainda geram polêmica. Cinco anos depois de começar a divulgar as informações, ele disse em entrevista à BBC que se sente "vingado" e "aliviado" pelo fato de o escândalo ter vindo à tona e estar sendo investigado em diversas partes do mundo.
Ele disse também que a história ainda está longe de chegar ao fim, porque uma grande quantidade de dados brutos obtidos por ele ainda não teria sido analisada.
Por outro lado, seus críticos questionam as intenções do informante. Muitos o acusam de ter tentado vender as informações – acusação que ele nega.

Fonte: G1