Translate tradutor

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Os melhores e os piores investimentos de fevereiro

Homem desenha gráfico
São Paulo - O Ibovespa, principal índice de referência da bolsa brasileira, teve o melhor desempenho do balanço de investimentos do mês de fevereiro.
Com alta expressiva de quase 10%, o indicador desbancou as aplicações de renda fixa, que são mais conservadoras, e superou a rentabilidade do dólar e do ouro, que também tiveram altas significativas no mês. 
Dentre os investimentos de renda fixa a Nota do Tesouro Nacional série B Principal (NTN-B), com vencimento em 2015, apresentou o melhor resultado. A NTN-B Principal é o título público que acompanha a variação da inflação. 
Veja, na tabela a seguir, o ranking do desempenho das principais aplicações financeiras do mercado em fevereiro:
AplicaçãoDesempenho em fevereiroDesempenho em 2015
Ibovespa9,97%3,15%
Dólar8,11%8,36%
Ouro3,67%0%
Fundos de ações livre*3,67%0,40
Fundos Multimercado Macro*3,64%3,98%
Fundos de ações Ibovespa Ativo*3,45%0,11
Fundos Multimercado Multiestratégia*3,34%3,30
Fundos de ações dividendos*2,46%0,73
NTN-B Principal (vencimento em 15/05/2015)*1,57%2,97%
IPCA (estimativa do Banco Central)**1,04%7,33%
Selic*0,96%1,76%
CDI*0,95%1,70%
LFT (vencimento em 07/03/2015)*0,94%1,72%
Fundos referenciados DI*0,93%1,59%
LFT (vencimento em 07/03/2017)*0,90%1,66%
Fundos Multimercados Juros e Moedas*0,85%1,65%
Fundos de Renda Fixa*0,83%1,71%
LTN (vencimento em 01/01/2016)*0,66%1,76%
Poupança antiga*0,58%1,15%
Poupança nova*0,58%1,15%
IGP-M (estimativa do Banco Central)**0,38%5,81%
NTN-F (vencimento em 01/01/2017)*0,01%1,88%
Fundos de Investimento Imobiliário (IFIX)-0,21%2,47%
Fundos de ações Small Caps*-0,75%-6,15
NTN-B (vencimento em 15/05/2035)*-3,59%1,44%
NTN-B (vencimento em 15/08/2050)*-4,94%1,09%
NTN-B Principal (vencimento em 15/05/2035)*-7,07%-0,06%
Fontes: Anbima, Banco Central, BM&FBovespa, Economatica e Tesouro Nacional .
(*) O desempenho mensal se refere aos últimos 30 dias até a data de fechamento.
(**) Expectativa de inflação para o mês de fevereiro e para o ano de 2015, segundo o Banco Central.
À exceção dos fundos de investimento imobiliário, os resultados dos rendimentos de todos os fundos da tabela foram fechados no dia 23 de fevereiro.
As expectativas sobre o IGP-M e o IPCA foram fechadas no dia 20 de fevereiro. Os dados sobre as poupanças nova e antiga, CDI e ouro foram fechados no dia 26. Já as rentabilidades do Ibovespa, dólar, IFIX, Selic e títulos públicos se referem ao fechamento do dia 27.
Renda fixa
Dentre os investimentos de renda fixa, que são aqueles que têm sua forma de remuneração definida no momento da aplicação, as NTN-Bs Principais, com vencimento em 2015 apresentaram a maior rentabilidade, com alta de 1,67% no mês.
Esse tipo de título público paga ao investidor uma taxa de juro pré-fixada, mais a variação da inflação medida pelo IPCA.
"Com a projeção de inflação passando dos 7% e a projeção de alta dos juros básicos, esses títulos que vencem no curto prazo incorporam os movimentos de alta dos índices e dos juros", diz André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos.
As Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) tiveram o segundo melhor retorno da renda fixa. Esses títulos são atrelados à taxa básica de juros (Selic), portanto se beneficiam do atual patamar mais elevado da taxa.
As NTN-Bs, LFTs e os demais títulos públicos são negociados pelo Tesouro Direto, plataforma online de compra e venda de títulos do Tesouro Nacional.
Na lanterna da renda fixa aparece a poupança. A caderneta deixa a desejar porque enquanto outros títulos de renda fixa acompanham a alta da Selic, a poupança passa a render sempre 0,5% mais a Taxa Referencial (TR) quando a taxa básica de juros passa dos 8,5% ao ano.
Dentre os títulos da tabela, estão disponíveis para compra atualmente as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) com prazo de vencimento em 2017, e as NTN-Bs com vencimento em 2035 e 2050 (veja a lista completa dos títulos disponíveis para compra).
Renda variável 
Em fevereiro, a renda variável - grupo dos investimentos mais arriscados e que não possuem retornos previsíveis - deixou os investimentos de renda fixa no chinelo.
Depois de uma queda de 6% em janeiro, o Ibovespa fechou fevereiro com alta expressiva de 9,97%. Ainda que o mês tenha sido marcado por notícias desanimadoras, como a perda do grau de investimento da Petrobras, o impacto desse tipo de informação já havia sido incorporado pelas ações, segundo André Perfeito. 
"A bolsa está se recuperando das fortes perdas que teve recentemente. Nós tivemos o rebaixamento da nota da Petrobras, que foi muito ruim, mas no final das contas isso já estava no preço. Apesar dessa recuperação em fevereiro, é bem provável que em março esse movimento não se repita", diz o economista-chefe da Gradual.
Ele acrescenta ainda que a temporada de divulgação do balanço das empresas também contribuiu para o avanço do índice. "Como a bolsa caiu muito, algumas ações começaram a se mostrar baratas e com a temporada de balanços elas impulsionaram a alta do Ibovespa. Apesar de a situação no Brasil estar muito ruim, nós temos muitas empresas boas", afirma Perfeito.
dólar também apresentou alta expressiva no mês, com valorização de 8,11%. Conforme explica Perfeito, a leitura que se faz sobre a apreciação do dólar é de que o cenário da economia brasileira não é favorável.
Na sua visão, a queda acentuada do real no mês ocorreu porque enquanto as moedas dos países emergentes tiveram fortes quedas em janeiro, as boas expectativas em relação à posse do Ministro da Fazenda Joaquim Levy ajudaram a segurar o real.
"O 'efeito Levy' impediu uma desvalorização mais forte do real em janeiro, mas esse efeito tem um limite, por isso em fevereiro a queda foi mais acentuada", diz Perfeito. 
Com alta de 3,67%, o ouro ficou em terceiro lugar no ranking. Como o ouro é um ativo com lastro real, ele costuma atrair investidores em momentos de maior incerteza do mercado. Assim, a alta do metal em fevereiro sinaliza uma maior percepção de risco do mercado, de acordo com o economista-chefe da Gradual. 
Fonte: Exame

Veja os pontos de bloqueios nas estradas do país nesta sexta-feira

Caminhoneiros são contra o alto preço dos combustíveis e valor do frete.
Governo apresentou proposta, mas parte dos caminhoneiros não aceitou.



Apesar de a Justiça já ter determinado a liberação das rodovias federais em 6 estados (Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Ceará), e em 14 municípios de outros cinco estados (Paraná, Goiás, Tocantins, Rio Grande do Sul e Santa Catarina), caminhoneiros seguem protestando nas estradas do país nesta sexta-feira (27).
Até as 22h, nove estados tinham registrado protestos. Em quatro havia bloqueios nas estradas: MT, PR, RS, SC.

Na BA, a BR-242, no km 890, em Luís Eduardo Magalhães (saída para Tocantins) chegou a ser fechado, mas foi liberado em seguida. Uma equipe da TV Oeste, afiliada da Rede Bahia, teve os pneus do carro de reportagem esvaziados por manifestantes durante a cobertura do protesto.
No CE, os caminhoneiros deixaram o km 213 da BR-116, Tabuleiro do Norte, por volta das 11 horas desta sexta-feira (27). Segundo a polícia, não há mobilização no local.
No interior paulista, cerca de 150 caminhões checaram a bloquearam a Rodovia Raposo Tavares (SP-270), no km 564, em Presidente Prudente pela manhã e liberaram a via em Pacaembu às 16h. Caminhoneiros também fecham o km 228 da Via Dutra, na saída de São Paulo, na tarde desta sexta, provocando um grande congestionamento na Marginal Tietê.
No Tocantins, caminhoneiros e donos de transportadoras fizeram uma manifestação na tarde desta sexta-feira (27) em Gurupi. A carreata teve início dentro da cidade e seguiu até a BR-153.A rodovia não foi bloqueada.
Em Mato Grosso do Sul, caminhoneiros desbloquearam a rodovia MS-156, entre as cidades de Dourados e Itaporã, no início da noite. A categoria protesta contra taxas de impostos, preço do óleo diesel e valor do frete.
Veja abaixo a lista com os pontos de bloqueio às 22h:

MT:
BR-070, no km 274, em Primavera do Leste
BR-070, no km 285, em Primavera do Leste
BR-364, no km 196, em Rondonópolis
BR-163, no km 588, em Diamantino
BR-163, no km 593, em Nova Mutum
BR-163, no km 614, em Diamantino
BR-163, no km 683, em Lucas do Rio Verde
BR-163, no km 686, em Lucas do Rio Verde
BR-163, no km 745, em Sorriso
BR-163, no km 845, em Sinop
BR-364, no km 175, em Pedra Preta
BR-364, no km 306 (no cruzamento com a BR-163), em Cuiabá
PR:
BR-277, km 421, Cantagal
BR-163, km 265, Toledo
BR-277, km 006, Paranaguá
BR-277, km 238, Irati
BR-277, km 338, Guarapuava
BR-277, km 421, Cantagal
BR-277, km 452, Laranjeiras do Sul
BR-277, km 536, Ibema
BR-369, km 500, Corbélia
BR-369, km 387, Mamborê
BR-373, km 265, Prudentópolis
BR-376, km 232, Apucarana
BR-476, km 343, Paula Freitas
PR-151, km 380, Palmeira
PR-158, km 528, Pato Branco
PR-170, km 26 – Florestópolis
PR-180, Km 203 – Goioerê
PRC-180, km 465 - Francisco Beltrão
PR-180, km 205 – Goioerê
PR-182, km 481 – Ampére
PR-182, km 459 – Realeza
PR-218, km 226, Rolandia
PR-218, km 254 – Astorga
PR-272, km 218 – Faxinal
PRC-280, km 134 – Palmas
PRC 280, km 194 – Mariópolis
PR 281, km 467 – Chopinzinho
PR-281, km 520, Chopinzinho
PR-281, km 542 - Dois Vizinhos
PR-317, km 104, Maringá
PR-323, km 036, Sertanópolis
PR-323, km 163 – Paiçandu
PR-323, km 303 – Umuarama
PR-323, Km 311 – Umuarama
PR-373, km 168, Ponta Grossa
PR-444, km 08 – Arapongas
PR-445, km 68, Tamarana
PR-445, km 80 – Cambé
PR-445, km 68, Londrina
PR-456, km 056, Palmital
PR-458, km 000 – Flórida
PR-466, km não informado – Ubá do Sul
PR-466, km 100 - Jardim Alegre
PR-471, km 222 - Nova Prata do Iguaçu
PR-479, Km 86 - Moreira Sales
PR-483, km 001 - Francisco Beltrão
PR-491, km 001 - Marechal C. Rondon
PR 493, km 049 – Verê
PR-558, km 004 - Campo Mourão
PR-566, km 12 - Itapejara d'Oeste
RS:
BR-116, no km 397, em Camaquã
BR-116, no km 401, em Camaquã

BR-116, no km 454, em São Lourenço do Sul
BR 153, no km 386,2, em Cachoeira do Sul
BR-153, no km 372, em Cachoeira do Sul

BR-285, no km 337, em Carazinho
BR-285 - km 538 - Caibaté (trevo da cidade)
BR-286 - km 134 - Sarandi

BR-287, no km 331, em São Vicente do Sul
BR-287, no km 397, em Santiago
BR-290, no km 215, em Pantano Grande

BR-293, no km 125, em Candiota
BR-386, no km 41, em Frederico Westphalen
BR-392, no km 66, em Pelotas
BR-392 - km 125 - Canguçu (Posto Caxias)
BR-468 – km 99 - Três Passos (trevo de acesso)
BR-472 - km 155 - Santa Rosa (Posto Sorriso)
BR-472 - km 168 - Santa Rosa (Guia Lopes)

ERS-122 - km 63 - Farroupilha
ERS-122 - km 130 - Ipe
ERS-126 - km 48 - Ibiraiaras
ERS-126, no km 107, em Sananduva
ERS-126, no km 126, em São João da Urtiga
ERS-129, no km 82, em Muçum
ERS-129 - km 147 - Serafina Correa
ERS-155 - km 03 - Ijuí
ERS-155 - km 65 - Santo Augusto
ERS-168 - km 123 - Roque Gonzales
ERS-210 - km 49 - Boa Vista do Buricá
ERS-210 - km 63 - São Martinho
ERS-211 - km 43 - Paulo Bento
ERS-317 – km 30 – Coronel Bicaco
ERS-324 (com ERS 129) – Casca
ERS-324 - km 20 - Nova Bassano
ERS-324 - km 30 - Frederico Westphalen
ERS-324, no km 102, em Ronda Alta
ERS-330 – km 38 – Miraguai
ERS-342 - km 33 - Três de Maio
ERS-342 - km 97 - Catuípe
ERS-359 – km 20 – Cotiporã
ERS-400 - km 44 - Sobradinho
ERS-404 - km 04 - Sarandi
ERS-436 - km 02 - Taquari
ERS-472 – km 41 – Tenente Portela
ERS-480 - km 43 - São Valentim
ERS-569 - km 03 - Palmeira das Missões
ERS-585 - km 0 - Erval Seco
ERS-587 - km 0 - Rodeio Bonito
ERSC-472 - km 13 - Palmitinho
ERSC-470 - km 225 - Garibaldi
ERSC-481 - km 72 - Estrela Velha
RSC-402 - km 0 - Selba
SC:
BR-158, no km 109, em Cunha Porã
BR-158, no km 139, em Palmitos
BR-163, no km 83,6 em Guaraciaba
BR-163, no km 101, em São José do Cedro
BR-163, no km 111, em Guarujá do Sul
BR-282, no km 605 (trevo), em Maravilha
BR-282,  no km 485, em Faxinal dos Guedes
BR-282, no km 505, em Xanxerê
BR-282, no km 571, em Nova Erechim
BR-282, no km 645,6, em São Miguel do Oeste
BR-470, no km 100, em Apiúna
BR-470, km 178, em Pouso Redondo
SC-157, no 54,48, em Quilombo
SC-157, no km 1, em São Lourenço do Oeste
SC-160, no km 0 ao km 2, em Campo Erê
SC-163, no km 58,315, em São Miguel do Oeste
SC-355, no km 49, em Videira
SC-386, no km 0, em Iporã do Oeste
Fonte: G1

'Brincadeira' da desoneração se mostrou 'extremamente cara', diz Levy

Governo elevou alíquota de contribuição previdenciária paga por empresas.
Indústria diz que medida é 'retrocesso' e que pode gerar desemprego.



O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, defendeu nesta sexta-feira (27) a Medida Provisória que, na prática, reduziu a desoneração da folha de pagamentos das empresas – que nos últimos anos tiveram um alívio no pagamento da contribuição previdenciária.

Em sua cruzada para atingir a meta de superávit primário deste ano, de R$ 66,3 bilhões para todo o setor público (governo, estados, municípios e empresas estatais), o ministro anunciou que a desoneração da folha de pagamentos passará a ser menor.
"Essa brincadeira [desoneração da folha] nos custa R$ 25 bilhões por ano, e vários estudos nos mostram que isso não tem protegido o emprego. Tem que saber ajustar quando não está dando resultado. Não deu os resultados que se imaginava e se mostrou extremamente caro. A gente não está eliminando. Está reduzindo [o benefício]", declarou Levy.
Menos renúncia fiscal
Segundo o ministro, em 2015, essa medida vai resultar na economia de R$ 5,3 bilhões com renúncia fiscal (recursos que o governo deixará de arrecadar). Em 2016, um ano fechado, a economia será maior: R$ 12,8 bilhões.
Levy avaliou que, em um momento em que a economia está se ajustando, as empresas também "vão ter de se ajustar". O ministro declarou ter certeza que o setor empresarial vai descobrir novos caminhos para continuar crescendo com menos transferências e renúncias fiscais do governo.
"A gente deve trabalhar para ampliar a tributação do regime do simples. A gente está fazendo medidas que facilitem as pessoas trabalharem. É assim que o Brasil vai crescer. O PAC vai continuar sendo importante, mas a gente vai botar isso dentro de uma equação financeira que seja sustentável", acrescentou o ministro da Fazenda.
A desoneração começou a ser aplicada em 2011 e substituiu a folha de salários como base para a contribuição previdenciária. Em 2014, ano eleitoral, a presidente Dilma Rousseff tornou o benefício permanente, autorizando a ampliação dos segmentos beneficiados, hoje em torno de 60%.
Entenda a nova medida
A Medida Provisória 669 foi publicada nesta sexta no "Diário Oficial da União" e elevou as alíquotas de contribuição para a Previdência sobre a receita bruta das empresas. Quem pagava alíquota de 1% de contribuição previdenciária sobre a receita bruta passa agora para 2,5%. Quem tinha alíquota de 2% vai para 4,5%. A mudança começará a valer a partir de junho.
Levy explicou que o governo está dando a opção, após as mudanças, de as empresas retornarem ao regime anterior – com o pagamento de contribuição patronal de 20% para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A escolha poderá ser feita pelas empresas em julho deste ano e, nos anos subsequentes, nos meses de janeiro.
"Pelos nossos cálculos, com alíquota de 2,5% proposta na MP, 40% das empresas e um número ainda maior de empregos continuará a ser beneficiado pelo sistema de desoneração de folha de pagamento, e as outras empresas não serão prejudicadas. Apenas voltarão para o regime normal", disse o ministro.
Levy acrescentou que a expectativa é que, com a mudança de alíquotas, 70 mil empresas vão voltar ao regime normal de pagamento de contribuição patronal.
"Mais da metade delas, 37 mil empresas, em princípio, estarão felizes em poder optar [pelo regime anterior].  O sistema atual não é vantajoso para estas empresas. Outras 55 mil empresas ficarão [no regime de desoneração da folha], mais de sete milhões de pessoas", afirmou.
Menos benefício para exportador
O governo também anunciou nesta sexta a redução dos benefícios para exportadores de produtos manufaturados. A alíquota do Reintegra, programa que "devolve" aos empresários uma parte do valor exportado em produtos manufaturados por meio de créditos do PIS e Cofins, cairá de 3% para 1%.
A medida foi anunciada justo no momento em que o governo está finalizando um pacote para estimular as exportações brasileiras.
Indústria fala em 'retrocesso'
Representantes da indústria criticaram o aumento da tributação. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a medida de "retrocesso para a competitividade" e avalia que haverá consequências inclusive para a manutenção de empregos.
Para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), "na prática, o governo acaba com o programa de desoneração da folha de pagamento".
Outras medidas de ajuste
Para tentar atingir as metas fiscais, a nova equipe econômica anunciou uma série de medidas nos últimos meses. Entre elas estão mudanças nos benefícios sociais, como seguro-desemprego, auxílio-doença, abono salarial e pensão por morte, que ainda têm de passar pelo crivo do Congresso Nacional.

Além disso, também subiram os juros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor produtivo, como forma de diminuir o pagamento de subsídios pelo governo.
Outra medida foi a alta do IPI para automóveis no início deste ano, além do aumento de tributos sobre a gasolina, operações de crédito e cosméticos. O Ministério do Planejamento, por sua vez, anunciou a redução dos limites temporários de empenho para gastos no orçamento de 2015 e, mais recentemente, o bloqueio de restos a pagar.

No início deste ano, o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, havia confirmado que não haverá mais repasses do governo ao setor elétrico, antes estimados em R$ 9 bilhões para este ano, o que deverá elevar ainda mais a conta de luz, que pode ter aumento superior a 40% em 2015.
Lista de setores afetados (Foto: Reprodução/Ministério da Fazenda)
Fonte: G1

Tarifa de energia elétrica aumenta até 5,7% na Paraíba a partir de segunda

Aneel anunciou revisão de tarifas e alta da taxa extra da bandeira tarifária.
Energisa Borborema aumenta tarifa em 5,7% e Energisa PB em 3,8%.


As contas de luz na Paraíba vão aumentar a partir da próxima segunda-feira (2). A tarifa das cidades atendidas pela Energisa Borborema aumentam em 5,7% e os municípios atendidos pela concessionária Energisa PB terão alta de 3,8%. O reajuste vai começar a vigorar após a revisão extraordinária aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (27). No início de fevereiro, a conta de energia já tinha sofrido um primeiro reajuste para Campina Grande e outras cinco cidades da Paraíba.
A alta para os estados do Norte e Nordeste será em média de 5,5%, inferior ao repasse para os consumidores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, cuja alta vai ser de 28,7%, na média, 4,5 vezes maior.
Ao todo, a Aneel autorizou o reajuste das tarifas de 58 das 63 distribuidoras de energia do país. Os cerca de 1,2 milhão de consumidores da AES Sul, que atende em 118 cidades do Rio Grande do Sul, terão o maior reajuste, de 39,5%.
Entre as maiores distribuidoras, os mais altos serão da Copel (36,4%), que atende a clientes no Paraná, da Eletropaulo (31,9%), que atua em São Paulo, e da Cemig (28,8%), que atende a consumidores de Minas Gerais.

Clientes de quatro distribuidoras não serão atingidos pelo reajuste extra das contas de luz. Os da CEA, do Amapá, porque a empresa não pediu à Aneel a revisão extraordinária. Já os da Amazonas Energia (AM), Boa Vista e CERR (RR), estão livres porque vivem em regiões que não são atendidas pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), rede de linhas de transmissão que liga o país, e por isso não participam do rateio de contas do setor.
Aumento extra
As revisões extraordinárias aprovadas nesta sexta-feira são um aumento extra nas contas de luz, aplicado quando há risco de desequilíbrio nas contas das distribuidoras. Portanto, os consumidores podem esperar por nova alta em suas tarifas ao longo de 2015, pois a Aneel ainda vai autorizar o reajuste ordinário, aquele que já ocorre uma vez por ano.
Também nesta sexta, a Aneel aprovou a previsão de orçamento da CDE para 2015 e determinou que os consumidores paguem, via contas de luz, R$ 22,06 bilhões para o fundo do setor elétrico. O dinheiro vai financiar, entre outras ações, o programa Luz para Todos, o subsídio à tarifa de famílias de baixa renda, combustível para usinas termelétricas no Norte do país e o pagamento de indenizações a empresas.
Consumidores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste vão pagar 80% desse valor. Aos consumidores do Norte e Nordeste, será repassado 20% do total. A arrecadação dos R$ 22,06 bilhões será feita ao longo de 2015.

Equilíbrio
O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, afirmou que o reajuste extra vem corrigir "eventos que perturbam o equilíbrio econômico e financeiro das distribuidoras", entre os quais o repasse da CDE "é o principal item".

“Com essas decisões que estão sendo tomadas, completamos o ciclo para alcançar a sustentabilidade do setor elétrico por meio da tarifa”, disse Rufino. A medida faz parte dos esforços do governo para equilibrar as contas públicas e reverter o processo de perda de credibilidade. No caso do setor elétrico, isso significa suspender ajuda financeira às distribuidoras, por meio de recursos do Tesouro, e promover o chamado “realismo tarifário”, ou seja, repassar às tarifas todos os custos do setor.
Bandeiras tarifárias
A Aneel já havia tomado nesta sexta uma outra decisão que implica em aumento das contas de luz para os brasileiros ao aprovar o aumento na taxa extra das bandeiras tarifárias, cobrada nas contas de luz quando há aumento no custo de produção de energia no país. Os novos valores, agora oficiais, começam a valer na próxima segunda-feira (2) e são os mesmos propostos no início de fevereiro, quando o assunto foi levado a audiência pública.
  •  
Tarifas de luz (Foto: Arte/G1)
Em caso de bandeira vermelha, que vigora atualmente em todo país e sinaliza que está muito caro gerar energia, passará a ser cobrada nas contas de luz uma taxa extra de R$ 5,50 para cada 100 kWh (quilowatts-hora) de energia usados, aumento de 83,33% em relação aos R$ 3 cobrados entre janeiro e fevereiro.
Já no caso de bandeira amarela, que sinaliza que a produção de energia está um pouco mais cara, taxa extra aplicada passa de R$ 1,50 para R$ 2,50 (+ 66,66%). Não houve alteração em relação à bandeira verde, que sinaliza que não há custo adicional para produção de eletricidade e, portanto, não é aplicada a taxa extra.

Os recursos arrecadados via bandeiras vão cobrir o custo extra pelo uso mais intenso no país de termelétricas (usinas movidas a combustíveis como óleo e gás e que geram energia mais cara), além da compra, pelas distribuidoras, de energia no mercado à vista, onde o preço também é mais alto.
Assim como no caso da revisão extraordinária, as distribuidoras deveriam pagar essa fatura no primeiro momento para depois repassar aos consumidores no reajuste anual. Como elas alegam não ter recursos para isso, as bandeiras permitem a arrecadação imediata.
Governo e Aneel apontam que essa troca (arrecadação imediata via bandeiras ao invés de aguardar o reajuste) é vantajosa para os consumidores, que seriam obrigados a pagar juros às distribuidoras caso elas bancassem os gastos extras nesse primeiro momento.
Fonte: G1

Conheça a Smart Nation de Cingapura

Conheça a Smart Nation de Cingapura, onde a população local ajuda o Governo a prosperar com a ajuda de seus celulares Vídeo: http://youtu.be/Q-eR7hLmyLY 

Os vencedores do prêmio Melhores Franquias do Brasil 2014

A iGUi, que fabrica e vende piscinas, foi considerada a rede do ano

Filipe Sisson, CEO da iGUi: sua rede ganhou o prêmio de Franquia do Ano (Foto: Deco Rodrigues)
A entrega do prêmio Melhores Franquias do Brasil 2014 aconteceu hoje (3/6), em uma festa no espaço de eventos Leopolldo Itaim, em São Paulo. A revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios apresentou as redes vencedoras em 12 setores, além da Melhor Microfranquia, da Melhor Rede Emergente e da Franquia do Ano.

"O trabalho e o desempenho dessas franquias mostram a consistência e a importância do segmento para a economia brasileira. As redes, além de ajudarem no desenvolvimento do país, oferecem chances para muita gente empreender por oportunidade, não por necessidade", afirma Frederic Zoghaib Kachar, diretor-geral da Editora Globo. 
Melhor Franquia do Ano

iGUi
A rede, que também ganhou na categoria Serviços gerais, conquistou a classe média com piscinas simples de instalar e partiu para o oferecimento de serviços e outros produtos. Em 2013, a marca tinha 350 unidades, e o plano é aumentar o número em 10% neste ano.

Alimentação

Griletto
Com o interior de São Paulo conquistado, a rede de restaurantes fast-food deseja se expandir para o Nordeste. Em 2014, chegará a 150 lojas em 17 estados.

Cafeteria e confeitaria

Rei do Mate
A cafeteria especializada em bebidas com mate busca oportunidades em cidades com mais de 100 mil habitantes e quer chegar a 355 unidades neste ano.

Casa, decoração e presentes

First Class
A rede de 138 lojas de cama, mesa e banho fez 30 inaugurações em cada um dos últimos dois anos. O ritmo deve ser mantido em 2014.

Cosméticos, perfumaria e farmácia

O Boticário
Com mais de 3.600 lojas, é a maior rede de franquias do Brasil. Para este ano, o plano é abrir de 80 a 100 lojas e aumentar o faturamento em 10%.

Ensino de idiomas

Uptime
Com crescimento médio de 20% nos últimos anos, a Uptime fechou 2013 com 206 unidades. A projeção é chegar a 300 nos próximos dois anos.

Lazer

Clube Turismo
A rede de agências pode ser instalada em cidades com mais de 30 mil habitantes e planeja pular de 60 para 100 lojas físicas em 2014.

Saúde e bem-estar

Ortodontic Center
Com suas 84 lojas concentradas no Sul do país, a marca de clínicas odontológicas quer conquistar o Sudeste. A meta é atingir 170 franquias em 2014.

Serviços de limpeza e conservação

Restaura Jeans
A rede de reparos e tingimento de roupas investe em melhorias na infraestrutura e projeta abrir 70 unidades em 2014, um aumento de 30% no ano.

Treinamento e cursos

Cebrac
A empresa de cursos profissionalizantes tem 148 escolas em todo o Brasil. O plano é ampliar a atuação em São Paulo e no Rio de Janeiro, estados que concentram o maior número de unidades da rede. 

Veículos

Bono Pneus
A rede de pneus conta com 38 lojas e teve aumento de 25% no faturamento em 2013. Para este ano, a intenção é abrir até 15 unidades.

Vestuário, calçados e acessórios

Carmen Steffens
A marca brasileira de sapatos e bolsas tem 300 lojas espalhadas por 18 países. A meta é chegar a 2016 com mil pontos de venda.

Emergentes

MyGloss
A rede de acessórios que começou como um blog tem hoje 40 unidades e faturou R$ 15 milhões em 2013. A receita pode dobrar neste ano.

Microfranquias

On Byte
A marca de cursos profissionalizantes criou em 2013 um formato home-based. São 15 franqueados no sistema atualmente.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios