Translate tradutor

segunda-feira, 2 de março de 2015

Indústria puxa a fila do desemprego

Linha de produção de automóveis
São Paulo - Ferramenta para atrair trabalhadores quando a empresa precisa eliminar excessos de mão de obra, vários dos programas de demissão voluntária (PDVs) abertos nos últimos meses pela indústria automobilística se mostraram um fracasso.
Sem ter para onde correr em um mercado de trabalho que patina, funcionários recusam ofertas tentadoras, que incluem salários extras e até automóvel de graça, mesmo correndo o risco de serem demitidos mais tarde.
A resistência de trabalhadores em aderir a programas de saída incentivada é um retrato da crise no mercado de trabalho, cujas demissões estão sendo puxadas pela indústria. "Carro e dinheiro não compensam, pois não conseguiria outro emprego e tem um monte de gente que depende de mim, como filhos, esposa e sogra", diz José Messias de Faria e Souza, de 46 anos, funcionário da General Motors em São José dos Campos (SP) há 23 anos.
Ele estava no grupo de 798 funcionários que ficou em lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho) por cinco meses e voltou à fábrica há alguns dias. Alvo do PDV encerrado semana passada, o pintor Souza tem restrições médicas.
Para trabalhadores nessas condições, a GM oferecia até 24 salários extras, um Prisma no valor de R$ 45 mil e dois anos de convênio médico. Ao todo, a empresa obteve apenas 97 adesões ao PDV, diz o sindicato local.
Na fábrica de São Caetano do Sul (SP), onde a GM ofereceu o mesmo pacote, só 40 trabalhadores aceitaram o PDV. "Faltam seis ou sete anos para a aposentadoria e, se eu saísse, com certeza não iria conseguir outro emprego", afirma Júnior César de Oliveira, de 48 anos. Ele trabalha como montador há 20 anos. "O mercado de trabalho está muito difícil."
Em 2014, a indústria da transformação eliminou 164 mil vagas, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Só as montadoras e as autopeças contribuíram com 19,2% desse total. Este ano também começou com demissões.
"O trabalhador só vê a situação piorar, vê que o custo de vida está alto e sabe que o emprego na montadora não é um emprego qualquer; por isso faz a opção de não sair, pois sabe que não conseguirá outro igual", diz Antonio Ferreira de Barros, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. O salário médio de um operário é de R$ 5,2 mil, diz ele.
Segundo Barros, "houve um período em que o PDV era interessante, principalmente para quem estava perto da aposentadoria, mas hoje o trabalhador prefere correr o risco de ser demitido, embora lutemos para que isso não ocorra."
Para o professor José Pastore, especialista em Economia do Trabalho da Universidade de São Paulo (USP), o PDV só é bem-sucedido quando o trabalhador sabe que tem outro emprego esperando. "Hoje, ele sabe que, se sair, vai ser difícil uma nova colocação e, se conseguir, provavelmente será por salário muito mais baixo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Exame

Crescimento industrial na zona do euro fica estável

Indústria europeia
Bangalore - O crescimento da indústria da zona do euro manteve-se estável em fevereiro, na máxima de seis meses atingida em janeiro, sustentada pelo euro mais fraco que impulsionou as encomendas para exportação e um ritmo mais rápido de contratações, mostrou nesta segunda-feira a Pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).
Mas o PMI ainda indica um ritmo apenas modesto de crescimento nas fábricas da região.
"O setor industrial da zona do euro quase não se expandiu em fevereiro, destacando o mal-estar que ainda pesa sobre a economia produtora de bens como um todo da região", disse o economista-chefe do Markit, Chris Williams.
"Entretanto, abaixo do dado decepcionante, partes diferentes da economia industrial estão claramente andando a velocidades diferentes, variando de um boom (irlandês) a uma queda (francesa)."
O PMI de indústria manteve-se em 51,0 em fevereiro, pouco abaixo da preliminar de 51,1 e acima da marca de 50 que separa crescimento de contração.
O índice de produção também não mostrou alteração, permanecendo em 52,1 em fevereiro na comparação com o mês anterior.
Mas as novas encomendas para exportação subiram no ritmo mais rápido desde julho do ano passado, sugerindo que a moeda enfraquecida está ajudando a melhorar a demanda do exterior. Isso pode ter ajudado as empresas a contratar no ritmo mais rápido desde abril.
Fonte: Exame

Focus revisa para baixo PIB de 2015 pela nona vez seguida

Brasília - Com a deterioração das estimativas para a produção industrial, a mediana das previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 aprofundou a perspectiva de retração e passou de 0,50% para 0,58% no Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 2, pelo Banco Central.
Há quatro semanas, a estimativa ainda estava positiva, em 0,03%. Esta foi a nona revisão seguida para baixo desse indicador.
Para 2016, a expectativa segue um pouco mais otimista. A previsão de alta de 1,50% foi mantida pela quarta semanas consecutiva.
A produção industrial continua como referência para a confecção das previsões para o PIB em 2015 e 2016.
No boletim Focus, a mediana das estimativas do mercado para o setor manufatureiro revela uma expectativa de queda de 0,72% para este ano, bem maior do que a previsão de baixa de 0,35% vista na semana passada e de alta de 0,50% de quatro semanas atrás.
Para 2016, as apostas de expansão para a indústria são de elevação e foram ampliadas de 2,00% para 2,40% de uma semana para outra. Mesmo assim, a mediana está mais baixa do que a vista quatro edições da pesquisa Focus: 2,50%.
Os economistas alteraram também suas estimativas para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB.
Para 2015, a mediana das previsões passou de 37,90% para 38,20% - quatro semanas antes esse número estava em 37,00%.
No caso de 2016, as expectativas ficaram congeladas em 38,90% de uma semana para outra - um mês atrás estava em 37,00%.
Superávit comercial
As projeções do mercado financeiro para a balança comercial apresentaram melhora tanto para 2015 quanto para 2016.
A mediana das estimativas para o saldo comercial em 2015 saiu de um saldo positivo de US$ 4,40 bilhões para US$ 5 bilhões no período, mesmo patamar visto quatro semanas atrás.
Para 2016, a mediana das projeções aumentou de um superávit de US$ 11 bilhões para US$ 11,24 bilhões. Um mês antes, a projeção mediana era de uma saldo positivo de US$ 10,51 bilhões.
No caso das previsões para a conta corrente, o mercado financeiro ajustou a mediana para 2015 de um déficit de US$ 78,40 bilhões da pesquisa passada para US$ 79,10 bilhões. Quatro semanas atrás estava em US$ 78,00 bilhões.
Já para 2016, a perspectiva de saldo negativo passou de US$ 69,75 bilhões na semana passada para US$ 70 bilhões agora.
Um mês antes esse número estava em US$ 69,50 bilhões.
Para esses analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) será insuficiente para cobrir esse resultado deficitário em 2015 e também no ano que vem, já que a mediana das previsões para esse indicador foi mantida US$ 60,00 bilhões no caso de 2015 e reduzida de US$ 60 bilhões para US$ 58,50 bilhões no de 2016.
Fonte: Exame

Indústria do Brasil volta a contrair, aponta PMI

Indústria
São Paulo - A indústria brasileira voltou a registrar contração em fevereiro após dois meses de fôlego diante da queda do volume de produção e de novos pedidos, mostrou o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgado nesta segunda-feira.
O Markit, que compila a pesquisa, informou que o PMI caiu a 49,6 em fevereiro contra 50,7 em janeiro, quando havia registrado o maior nível em um ano.
Assim, volta a ficar abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração, território onde permaneceu por sete meses do ano passado, a última vez em novembro.
"A principal característica dos dados de fevereiro foi o impacto do enfraquecimento do real, que está elevando o custo dos insumos, particularmente aqueles precificados em dólares", destacou o economista sênior do Markit Paul Smith.
"A infeliz tendência de falta de crescimento e preços em alta que têm sido uma recente característica da economia brasileira, portanto, continua", completou ele.
Segundo o Markit, o fortalecimento do dólar em relação ao real fez com que os preços de insumos aumentassem em fevereiro, pelo quarto mês seguido, levando a um crescimento dos preços médios cobrados pelos fabricantes.
Diante do aumento dos preços, as empresas destacaram fraqueza da demanda, principalmente do mercado interno.
Já os novos pedidos para exportação cresceram na comparação com o mês anterior, mas apenas ligeiramente pelo terceiro mês seguido.
Os produtores de bens de consumo chegaram a registrar aumentos modestos nos níveis de produção e de novos trabalhos, mas não suficiente para compensar as fortes quedas vistas em bens de investimento.
Em relação ao emprego, houve pouca alteração em fevereiro, mas ainda assim o subíndice relativo permaneceu acima da marca de 50 pelo terceiro mês seguido, período mais longo desde o primeiro trimestre de 2013.
A indústria tem sido um dos principais pesos sobre a economia brasileira. O setor fechou 2014 com queda da produção de 3,2 por cento, pior resultado em cinco anos e com forte debilidade dos investimentos.
Diante da perspectiva de possíveis racionamentos de energia e de água, além do cenário atual de inflação e juros elevados, o mercado já vê nova contração este ano.
Após subir em janeiro, a confiança da indústria recuou 3,4 por cento em fevereiro, maior queda desde junho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Fonte: Exame

Produção de cerveja cai 6,6% em fevereiro, segundo o Sicobe

Cervejas
São Paulo - A produção brasileira de cerveja caiu 6,6% em fevereiro deste ano nacomparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe), da Receita Federal.

No mês passado, a fabricação nacional da bebida totalizou 1,149 bilhão de litros.
No acumulado dos dois primeiros meses de 2015, a produção de cerveja brasileira registra queda de 2,9% ante o mesmo período de 2014. Em janeiro e fevereiro desse ano, o total produzido chega a 2,452 bilhões de litros.
Refrigerantes
A produção de refrigerantes também teve retração em fevereiro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a fabricação da bebida caiu 10,8%, chegando a 1,176 bilhão de litros.
Nos dois meses de 2015, a produção de refrigerantes acumula queda de 5%, somando 2,543 bilhões de litros.
Fonte: Exame

Presidente Dilma sanciona lei dos caminhoneiros sem alterações



Lei passa a valer a partir da terça-feira (03), mas entre acordos prometidos
aos líderes do movimento, governo não aceitou reduzir valor do óleo diesel.



Mesmo sem o fim total dos bloqueios, o governo começou nesta segunda-feira (02) a cumprir as promessas feitas aos líderes do movimento. A presidente Dilma Rousseff sancionou, sem nenhuma alteração, a chamada lei dos caminhoneiros, que tinha sido aprovada pelo Congresso.
A lei passa a valer a partir da terça-feira (03). Ela autoriza que o caminhoneiro faça até quatro horas extras por dia, o que permite uma jornada de trabalho de 12 horas por dia. Prevê que no período de 24 horas o caminhoneiro descanse por pelo menos 11 horas. Amplia os pontos de parada para descanso e repouso. O motorista terá que passar a fazer exame toxicológico periódico 90 dias depois a publicação da lei.
A lei também permite que cada caminhão carregue 10% a mais de peso por eixo do que o máximo permitido. Esse limite era de 5%. Reduz o valor do pedágio dos caminhões que trafegam sem carga, além de perdoa as multas por excesso de peso e por desrespeito ao tempo mínimo de descanso do caminhoneiro expedidas nos últimos dois anos. A responsabilidade pelo excesso de carga passa a ser da empresa transportadora.
Só no primeiro semestre do ano passado, mais de 200 mil caminhões foram multados nas balanças, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. A pesagem está suspensa por decisão da Justiça.
A presidente Dilma Rousseff também autorizou o BNDES a dar carência de um ano para o pagamento dos empréstimos feitos para comprar caminhões. De 2009 para cá foram liberados em linhas especiais com juros mais baixos, R$ 9,8 mil para caminhoneiros autônomos e microempresas.
Mas o governo não aceitou reduzir o valor do óleo diesel. Em uma reunião marcada para o dia 10 de março, governo, caminhoneiros e empresários vão discutir a criação de uma tabela referencial para a cobrança do frete no país.
Vídeo: http://glo.bo/1EbXQ4A
Fonte: G1

domingo, 1 de março de 2015

NTC&Logística prevê quebra de transportadores de carga por defasagem do frete

A view of a truckers' protest on the BR 381 highway in Betim

A crise pela qual passa o setor de transporte rodoviário de cargas do Brasil, evidenciada pelo protesto dos caminhoneiros que bloqueiam estradas em vários Estados, deverá resultar na falência de muitas transportadoras, previu uma associação do setor nesta quinta-feira.
A NTC&Logística, que tem cerca de 3.500 empresas de transporte de carga e mais de 50 entidades patronais associadas, contudo, avalia que a quebra de empresas irá no futuro equilibrar as contas do segmento, hoje deficitárias, e a oferta de caminhões no país.
A entidade aponta a diferença entre o preço do frete e os custos efetivos da atividade como um dos principais problemas por trás da crise. Pesquisa divulgada pela NTC nesta quinta-feira calcula que a defasagem média entre o frete e o custo está atualmente em 14,11 por cento.
De acordo com a NTC&Logística, a diferença entre o custo e preço do frete tem origem, principalmente, na inflação dos insumos que compõem as despesas, incluindo o recente aumento do preço do diesel, bem como as defasagens de frete que vêm se acumulando ao longo dos últimos anos. Mas também tem relação com a má administração de custos conduzida por muitos empresários e caminhoneiros.
"O problema é (também) a ignorância de boa parte do setor de transporte com relação aos custos", disse à Reuters Lauro Valdivia, assessor técnico NTC&Logística. "Se boa parte dos empresários não sabe o custo, como vai resolver o frete?", questionou.
A NTC&Logística afirma não estar apoiando as atuais manifestações de caminhoneiros e não esteve presente nas negociações do setor com o governo federal nesta semana.
O frete barato, acrescentou Valdivia, também pode ser explicado pelo crescimento da frota de caminhões do Brasil, impulsionada por financiamento subsidiado oferecido pelo governo federal, e a própria crise econômica pela qual passa o país.
Se o país estivesse crescendo, observou o especialista, a situação seria resolvida mais facilmente, porque os contratantes não teriam tanto problema em pagar mais pelo frete.
"Mas está em um momento em que a economia não favorece recomposição de nada, o contratante também precisa reduzir o custo, porque o mercado também caiu", explicou.
Ele apontou ainda que um dos setores com frete mais defasado é o do agronegócio.
"Há três anos, quem estava reclamando eram os embarcadores (contratantes) em Mato Grosso. O frete subiu 40 por cento (naquela época) e tinha gente brincando que até médico estava comprando caminhão (para transportar grãos)", afirmou o especialista, lembrando que as cotações das commodities agora estão mais baixas, afetadas por grande safras globais, incluindo do Brasil.


FONTE: Reuters - SP 

5 dicas para deixar o site da sua empresa melhor

Empreendedores em uma reunião com laptop



A Internet se tornou ferramenta essencial no cotidiano, em que o usuário faz desde compras até novas amizades. Assim, possuir um site é o primeiro passo para que sua marca seja lembrada e reconhecida pelos consumidores.
Entretanto, apenas ter um domínio e uma página pronta não é suficiente. Hoje as pessoas querem um design limpo, simples e de fácil navegação, para que encontrem o que procuram de forma simples e objetiva. Veja cinco dicas para deixar seu site mais funcional e eficiente:
1. Defina o objetivo
É o ponto de partida para qualquer projeto de criação de sites. A empresa ou o profissional precisam definir a finalidade e a meta do endereço virtual, mesmo que seja puramente institucional. Isso faz com que os desenvolvedores possam estipular os melhores elementos para a página.
2. Planeje a arquitetura
É preciso planejar a arquitetura da informação, colocando os elementos corretos em seus respectivos lugares. As regiões nobres da página (como o menu superior) devem privilegiar o que foi definido na meta. Por exemplo, se a empresa quer que os usuários preencham formulários de contatos, esta seção pede um bom destaque.
3. Utilize técnicas de SEO
O simples fato de utilizar imagens com nomes corretos, colocando as melhores tags e deixando o site mais leve ajudam a incrementar o posicionamento em listas de buscas. Isso porque os buscadores costumam dar boas notas para páginas que sabem trabalhar com o conteúdo, elevando naturalmente sua posição e garantindo até mesmo uma visibilidade gratuita para a marca.
4. Faça testes AB
Se o profissional está em dúvida sobre o formato do layout, a cor dos elementos ou até mesmo a posição, a recomendação é fazer testes constantes para chegar ao modelo mais adequado. Basta criar páginas com algumas propostas e verificar qual teve melhor aderência perante o público.
5. Mensure
Por fim, mensure tudo. Diferente de uma mídia offline, o site sempre pode ser avaliado por diferentes métricas. Com os dados em mãos, a empresa cria um mapa de navegação do projeto, identificando as áreas que mais prenderam a atenção do usuário, e até mesmo estipular um funil de metas. Dessa forma, garantem um aperfeiçoamento constante da página e principalmente o alinhamento com o objetivo proposto no início do projeto.
*Artigo por Rodrigo de Oliveira Neves, CEO da VitaminaWeb
Fonte: Exame

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Novas regras do seguro-desemprego começam a valer hoje

Carteira de Trabalho
Brasília - Uma cartilha com informações sobre as novas regras do seguro-desemprego e do abono salarial foi lançada ontem pelo Ministério do Trabalho. A partir de agora, o trabalhador terá que comprovar vínculo com o empregador pelo menos por 18 meses nos 24 meses anteriores à primeira vez em que requerer o benefício. Na segunda solicitação do benefício, ele terá de ter trabalhado por 12 meses nos 16 meses anteriores. A partir do terceiro pedido, a carência voltará a ser de seis meses.
As alterações no seguro-desemprego foram anunciadas em dezembro do ano passado  e começam a valer para quem for demitido a partir de amanhã hoje. Segundo o ministério, o manual tem o intuito de esclarecer de maneira didática e prática as eventuais dúvidas dos trabalhadores e empregadores, por meio de perguntas e respostas
“Quem sofreu desemprego antes de 28 de fevereiro de 2015, será regido pela legislação anterior, segundo a qual é necessário ter recebido salário relativo a cada um dos seis meses anteriores à data da dispensa, tendo direito nesse caso ao benefício”, informa a cartilha.
O manual também informa que a comprovação do recebimento dos salários de forma ininterrupta não será necessária para a primeira e a segunda solicitação. “Essa exigência somente é necessária para a terceira solicitação e para as posteriores, nas quais é necessário comprovar os seis salários recebidos em cada um dos últimos seis meses anteriores à data da dispensa”.
Por isso, o trabalhador poderá utilizar outros vínculos empregatícios que estejam dentro do período dos últimos 36 meses, contados da data da dispensa atual, como referência para aumentar a quantidade de parcelas.
A cartilha também traz informações sobre as mudanças na concessão do abono salarial. Segundo a publicação, “para o calendário que se inicia este ano, como o ano-base é 2014, as regras que valerão serão as que estavam em vigor anteriormente”. As novas regras “serão exigidas para o calendário de pagamento que tem início em julho de 2016 e que tem como ano-base o ano de 2015”.
Antes, quem trabalhava somente um mês e recebia até dois salários mínimos tinha acesso ao abono salarial. Agora, o tempo será de no mínimo seis meses ininterruptos. Outra mudança será o pagamento proporcional ao tempo trabalhado, do mesmo modo que ocorre atualmente com o décimo terceiro salário, já que, pela regra atual, o benefício era pago igualmente para os trabalhadores, independentemente do tempo trabalhado.
A cartilha com todas as informações está no site do Ministério do Trabalho.
Fonte: Exame

Veja em tempo real no mapa onde estão as paralisações nas estradas




Fonte: G1

Crise no Setor 2 Rodas e economia do país são desafios nos 48 anos da ZFM

Especialistas apontam falhas atuais e sugestões para infraestrutura do PIM.
Modelo Zona Franca de Manaus está prorrogado até o ano de 2073.

Setor de Duas Rodas (Foto: Divulgação/Abraciclo)
A Zona Franca de Manaus (ZFM) completa 48 anos de existência neste sábado (28). Mesmo após quase cinco décadas, o modelo econômico responsável pela maior parte da arrecadação do Amazonas, ainda enfrenta desafios e barreiras. A realidade econômica atual e as incertezas em relação ao comando da autarquia que administra a ZFM podem causar retardamento da implantação de alguns projetos industriais aprovados, dizem especialistas. A crise do setor de Duas Rodas no Polo Industrial de Manaus (PIM) também preocupa.
"As quedas de energia preocupam, a péssima telefonia de Manaus preocupa, a internet que é ruim. A falta de logística, a demora em aprovação de projetos, inclusive os de engenharias. Tudo isso é preocupante para o modelo, que tem mais 50 anos, mas não pode ficar deitado na rede achando que vai tudo cair do céu", enfatizou Corrêa.A infraestrutura oferecida às fábricas do Polo Industrial de Manaus continua prejudicando a produção das empresas, de acordo com deputado estadual Serafim Corrêa (PSB), que preside a Comissão de Indústria, Comércio Exterior e Mercosul da Assembleia Legislativa doAmazonas (Aleam). O parlamentar citou que o fornecimento de energia elétrica, telefonia e a burocracia são os principais gargalos do modelo, que tem vigência até 2073.
       Zona Franca de Manaus
O Polo Industrial de Manaus (PIM) possui, atualmente, um universo de cerca de 600 empresas. Os principais segmentos, em termos de faturamento e produção, são Eletroeletrônico, Bens de Informática, Duas Rodas e Químico, mas há também segmentos que se destacam como Termoplástico, Metalúrgico, Mecânico, Relojoeiro, Naval e de Isqueiros, Canetas e Barbeadores Descartáveis. Em 2014, a média mensal do PIM foi de 122.026 trabalhadores, entre empregos efetivos, temporários e terceirizados. O faturamento do PIM, em 2014, foi de R$ 87,238 bilhões (US$ 37.063 bilhões).
 A Suframa reconhece que há grandes desafios em relação à infraestrutura e desenvolvimento de produtos. O superintendente interino da Suframa, Gustavo Igrejas, que assumiu em novembro de 2014 após Thomaz Nogueira renunciar ao cargo, disse que dentro de 20 anos a ZFM precisa ter uma estrutura que permita o desembaraço de mercadorias em um curto prazo. O desenvolvimento de produtos na Zona Franca de Manaus é uma das metas que devem ser alcançadas.  
"É um modelo de sucesso e não há como negar, mas precisa de ajustes. Um dos pontos que precisa ser atacado é a logística, mas que envolve não só a estrutura de portos e aeroportos, como também a melhoria de operacionalização do próprio Poder Público e dos órgãos anuentes para liberação de mercadorias tanto na entrada como na saída da Zona Franca de Manaus. Precisamos exportar não só produtos, mas tecnologia", avaliou Gustavo Igrejas.
Crise
O setor de Duas Rodas tem enfrentado sucessivas perdas há cerca de dois anos. O segmento - responsável pela fabricação de motocicletas, ciclomotores, motonetas, bicicletas e similares – tem sido considerado o "vilão" do equilíbrio do PIM. O setor tem desacelerado a produção devido ao acúmulo de produtos nos estoques. O principal fator apontado por especialistas envolvem as operações de financiamento.
O superintendente interino da Suframa explicou que o polo de Duas Rodas representa 30% do faturamento do PIM e tem mais de 70 fabricantes de componentes. "O polo é muito adensado, não tem só empregos na indústria final. Tem uma reação em cadeia quando tem crise nesse polo e é importante que ele resolva os problemas de crédito. A gente brinca que não consegue ver o fundo do poço do polo de Duas Rodas, mas algumas declarações dadas pelo presidente da Abraciclo [Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares] no início desse ano é que eles estão otimistas e haverá um crescimento em 2015", ponderou Gustavo Igrejas.
polo industrial manaus (Foto: Divulgação/Suframa)Polo Industrial Manaus (Foto: Divulgação/Suframa)
Migração de linhas de produção
Desde o final de 2014 havia no mercado rumores de que a Lenovo - maior fabricante de computadores do Brasil e do mundo - estava reduzindo a produção de computadores na unidade da capital amazonense.
Agora a própria Lenovo, que comprou a CCE, confirmou que remanejou linhas de produção de bens de informática do PIM para fábrica em São Paulo, com o intuito de promover o crescimento sustentável e manter o equilíbrio no momento econômico vivido no Brasil. A medida integra uma série de iniciativas envolvendo as instalações fabris na Lenovo na Zona Franca de Manaus.
Segundo o superintendente, o fluxo é inverso com alguns segmentos saindo de outras regiões do país para Manaus para tentar concorrer com produtos asiáticos. "Dificilmente um produto que deixar de ser fabricado no PIM vai para outras regiões do Brasil, geralmente vai para o México ou para Ásia", esclareceu Igrejas.
Fonte: G1

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

7 sites para você fazer cursos completos à distância

O mercado de trabalho está cada dia mais competitivo. O aumento do número de pessoas capacitadas fez com que diversas vagas ficassem mais disputadas em todo o mundo, e isso significa que é preciso estar sempre atualizado para continuar se destacando. A busca por novas ferramentas de educação é vital para esse novo momento. Mas a pergunta que fica no ar é: como fazer isso?
Encontrar cursos que vão além dos conhecimentos que adquirimos no colégio ou na faculdade é muito importante. O problema é: como fazer isso em meio às correrias que já consomem quase todo o nosso tempo? A resposta pode estar na utilização de serviços online que oferecem opções bem completas para quem quer ter mais alguns pontos no currículo — ou seja, todo mundo!
E se você está em dúvidas sobre onde encontrar algo desse tipo, hoje nós trouxemos algumas sugestões bem interessantes. Separamos alguns dos principais sites que oferecem cursos para quem precisa incrementar os conhecimentos e disputar vagas bem melhores no mercado de trabalho. Está curioso? Então confira agora mesmo quais foram os serviços selecionados para este artigo.

1. FGV

Respeitada em todo o país, a Fundação Getúlio Vargas deixou de ser uma instituição de ensino puramente física e passou a oferecer uma série de cursos online já faz alguns anos. Sendo membro da OpenCourseWare Consortium, ela disponibiliza uma série de conteúdos e materiais didáticos via internet para estudantes de todo o Brasil, sendo que tudo acontece de maneira gratuita.
Há dezenas de cursos das mais diversas áreas — com opções para pessoas que querem mais conhecimentos em relação a direito, gestão empresarial, finanças, economia e muito mais. As cargas horárias também variam entre 5 e 30 horas, permitindo que qualquer pessoa consiga encontrar espaços na agenda para conferir as aulas disponíveis. Há também cursos patrocinados por empresas, que trazem vários recursos diferentes.
Vale dizer que eles ainda contam com bibliotecas virtuais para complementar os conteúdos, além de serem realizados exercícios e simulados durante as atividades. Ao final dos cursos, a Fundação Getúlio Vargas fornece certificados para que os estudantes possam anexar em seus currículos acadêmicos ou profissionais.

2. Unicamp

A Universidade Estadual de Campinas também disponibiliza uma série de conteúdos para que os estudantes possam ter muito mais conhecimentos, mesmo sem sair de casa. Em parceria com o Coursera, a Unicamp está trazendo dois cursos para o mercado brasileiro: Processamento Digital de Sinais eEmpreendedorismo (e as Competências do Empreendedor), ambos gratuitos.
Para comprovar a participação e a efetiva realização do curso, os estudantes terão que realizar uma série de testes específicos ao longo do período letivo — havendo ainda um teste final com notas para que os certificados possam ser emitidos e anexados aos currículos. Por enquanto, são apenas esses dois cursos disponíveis, mas se espera que novas opções sejam trazidas no segundo semestre de 2015.

3. Khan Academy

O instituto internacional Khan Academy chegou recentemente ao Brasil e trouxe uma grande quantidade de cursos bem legais para as mais diversas áreas e idades. Todos que acessarem o serviço podem contar com uma enorme quantidade de materiais relacionados a Matemática, Ciências, Economia e Finanças, Artes e Humanidade ou Computação — com vários temas em cada um deles.
Há muitos vídeos e conteúdos exclusivos em cada um dos setores que existem no Khan Academy. É possível acompanhar o progresso de crianças com uma série de ferramentas voltadas para os pais e tutores. Ao contrário de outros serviços mencionados aqui, o Khan Academy não emite certificados de cursos de extensão.
Um dos destaques está no fato de que não existe qualquer custo no projeto, sendo ele organizado por um grupo que não possui qualquer fim monetário. Tudo se baseia na doação de voluntários e também de alguns mantenedores, que contribuem para o bom funcionamento de toda a estrutura do serviço.

4. Canal dos Concursos

Se você não quer mais trabalhar para a iniciativa privada, já deve ter pensado em uma série de concursos públicos que podem ser feitos para garantir a tão sonhada estabilidade. E como você bem sabe, estes concursos envolvem uma quantidade imensa de pessoas concorrendo a poucas vagas. Ou seja... é preciso estar muito bem preparado para vencer os competidores e conseguir a vaga desejada.
Canal dos Concursos é um dos grandes portais voltados para esse público. Lá, você encontra uma série de cursos online para quem está precisando de um reforço na hora de encontrar a vaga que melhor se adequa às necessidades. Os cursos não são gratuitos, mas muitos contam com descontos bem interessantes. Todos possuem conteúdos específicos para cada tipo de concurso a ser disputado.

5. Sebrae

Um dos maiores institutos de aconselhamento empresarial de todo o Brasil é o Sebrae, e agora o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas conta também com diversos de cursos à distância, como você pode conferir na página do Sebrae EAD. Há uma grande quantidade de oficinas, dicas, jogos coorporativos e minicursos exclusivos para os empreendedores de plantão.
Todos os cursos disponibilizados pelo Sebrae são gratuitos e devem ajudar — bastante — os empresários que querem ampliar a abrangência e a qualidade de seus negócios. Se você está buscando dicas nesse segmento, certamente é no EAD do Sebrae que você vai encontrar tudo o que precisa.

6. CIEE

Se o Sebrae traz dicas para empresários, o CIEE traz uma série de cursos para estudantes de ensino médio e superior que estão em busca de estágios em muitos setores. É preciso ser cadastrado no Centro de Integração Empresa-Escola do seu estado para poder participar, mas tanto o cadastro quanto os cursos são completamente gratuitos — há emissão de certificado para os que concluem as aulas.
Além de uma série de treinamentos voltados a softwares e disciplinas ligadas à educação básica, os cursos do CIEE também podem ajudar os jovens a terem mais confiança em entrevistas de emprego, construção de currículos, postura dentro das empresas e muito mais. Certamente os temas abordados em aula serão muito úteis para os estudantes mais jovens e que estão atrás do primeiro estágio ou emprego.

7. Veduca

Uma empresa brasileira de tecnologia se aliou a algumas das principais instituições de ensino do Brasil e levou para a internet uma grande quantidade de cursos de extensão. Essa empresa é a Veduca, que oferece cursos online gratuitos e pagos, sendo que todos eles possuem certificação comprovada e garantem uma turbinada incrível no currículo de estudantes e profissionais das mais diversas áreas.
Vale dizer que entre as instituições credenciadas no Veduca estão USP, UnB, Unicamp, Harvard e também o Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Há cursos de MBA, Extensão, abertos MOOC e aulas livres dos mais diversos assuntos. Confira as possibilidades do serviço e encontre o seu curso favorito para incrementar a carreira.

.....

Como você viu, há muitas possibilidades para quem procura melhorar os conhecimentos e estar sempre com as informações mais atualizadas. Certamente você terá algo que se adequa exatamente ao que você procura. Agora é só começar a estudar e esperar pelo próximo aumento de salário!

Governo aumenta contribuição previdenciária das empresas

Na prática, isso torna mais caro contratar e manter funcionários.


O Governo Federal aumentou a contribuição previdenciária das empresas. Na prática, isso torna mais caro contratar e manter funcionários.
O custo do empregado para 59 setores da economia vai voltar a subir a partir de junho. Desde 2011, o governo vinha reduzindo o peso da folha de salários nas empresas para estimular o crescimento da economia. Em contrapartida, vinha arrecadando menos em impostos ano a ano. No ano passado, as desonerações se tornaram permanentes.
Para setores como calçados, comércio varejista e medicamentos, por exemplo, que recolhiam para a previdência 1% sobre o faturamento bruto da empresa, a alíquota vai subir para 2,5%. Para setores como hotéis, construção civil e transporte rodoviário coletivo, por exemplo, a alíquota sobe de 2% para 4,5%. Um aumento de 150%.
As empresas ficam liberadas para permanecer no programa ou voltar a contribuição previdenciária original de 20% sobre a folha – o que for mais vantajoso. O Ministro da Fazenda disse que as desonerações custam caro para o governo e não conseguiram proteger o emprego.
“Você aplicou um negócio que era muito grosseiro. O problema é que essa brincadeira nos custa 25 bilhões por ano e vários estudos que tem sido feitos demonstram que elas não tem protegido emprego, em geral não tem nem criado e nem sequer protegido. A intenção quando foi feita para os primeiros três, quatro setores, era boa. A execução foi a melhor possível, mas não deu os resultados que se imaginava. Se demonstrou extremamente caro. O momento que a gente vive, a gente tem que pegar as coisas que são pouco menos eficientes e reduzir”, comentou Rodrigo Janot, procurador-geral da República.
Mas um estudo feito por um economista brasileiro na Holanda mostra o contrário. Segundo o pesquisador Clóvis Scherer, as medidas de desoneração da folha de pagamento tiveram um efeito positivo para a empresa. Setenta e quatro mil empresas foram pesquisadas e em 2012, o número médio de empregados aumentou 17%. Enquanto que nas empresas não beneficiadas, o índice foi de 2,9%. A pesquisa analisou os dados de quatro setores, entre eles têxtil e calçados.
Com as mudanças, o governo vai voltar a arrecadar a cada ano quase R$ 13 bilhões. Em 2015, como as novas alíquotas só entram em vigor a partir de junho, esse valor será de R$ 5,3 bilhões, mas essas medidas - que fazem parte do ajuste fiscal do governo - precisam ser aprovadas no Congresso.
Fonte: G1

Governo suspende programa de crédito do Minha Casa Minha Vida

Com o programa Minha Casa Melhor as pessoas poderiam comprar móveis e eletrodomésticos para imóveis.


O governo federal suspendeu o programa de crédito para compra de móveis e eletrodomésticos para imóveis do Minha Casa Minha Vida.
O programa Minha Casa Melhor foi criado em 2013 e atendeu a mais de 700 mil famílias. A Caixa Econômica Federal não explicou o motivo do fim do programa. Mas anunciou que quem já tem o crédito vai poder usar normalmente.
Fonte: G1

Brasil e México não chegam a acordo sobre veículos

Foi marcada uma nova rodada de negociações para março.
Os dois países tentam firmar acordo sobre o setor automotivo


Resultado de imagem para carros concessionarias

Brasil e México concluíram nesta sexta-feira (27)uma rodada de negociações sobre o setor automotivo sem que acordos definitivos tenham sido firmados, embora as partes tenham concordado em se reunir por uma terceira vez na segunda semana de março.
Enquanto o Brasil deseja manter as taxas de importação recíprocas de veículos leves por mais três ou cinco anos, o México afirmou que quer voltar ao regime de livre comércio automotivo, como ficou previsto pelo acordo de 2012 entre os dois países.
O secretário de Economia do México, Ildefonso Guajardo, disse nesta sexta-feira que há disposição para se chegar a um entendimento.
"Do lado mexicano, a expectativa, o concordado e acordado é que devemos voltar ao livre comércio, estamos em um processo de consultas com a Amia (Associação Mexicana da Indústria Automotiva) para considerar os cenários possíveis", disse ele a jornalistas.
"O pior dos cenários é que não haja acordo... esse é o pior cenário de todos. Então estamos construindo a possibilidade de um acordo que com certeza estaremos processando dentro de duas semanas", acrescentou Guajardo.
Várias fontes tem afirmado que o México, cuja indústria automotiva encontra-se em um pico, poderia aceitar continuar com o sistema de cotas, já que mais de 70% das exportações de veículos são destinadas aos Estados Unidos, seu principal parceiro comercial.
Em comparação, as exportações mexicanas para a América Latina representaram apenas 5,9% do total em janeiro de 2014, segundo dados da indústria.
"Confio na inteligência dos negociadores para se chegar a um ponto de acordo que seja aceitável para todas as partes", disse o secretário, que não quis responder sobre até onde o México estaria disposto a ceder.
As cotas vigentes no passado foram de US$ 1,45 bilhão para o primeiro ano (terminado em 18 de março de 2013), US$ 1,56 bilhão para o segundo período e de US$ 1,64 bilhão para o terceiro ano, que vence no próximo mês, quando se voltaria ao sistema de livre comércio.
O Brasil é o principal parceiro comercial do México na América Latina, assim como o primeiro destino exportador e principal fornecedor na região. Nos últimos 10 anos, o comércio entre os dois países subiu 150%, atingindo a marca de US$ 9,213 bilhões em 2014, segundo dados oficiais do México.
Uma renegociação poderia dar um pouco de oxigênio ao abalado mercado automotivo brasileiro, que projeta uma estagnação nas vendas para este ano, após uma queda de 7,1% em 2014. O setor espera que as exportações cresçam apenas 1%.
Fonte: G1

Conheça as novidades do Imposto de Renda 2015

Leão do IR
São Paulo - A Receita Federal anunciou a criação de novas ferramentas para facilitar o preenchimento da Declaração do Imposto de Renda (IR) 2015. O prazo para entrega da declaração começa nessa segunda-feira, dia 2 de março, e termina no dia 30 de abril.
A partir deste ano, o contribuinte pode preencher a declaração online, receber alertas que avisam se ele caiu na malha fina, salvar informações do programa gerador da declaração na nuvem e realizar um rascunho do formulário.
A Receita também tornou a declaração pré-preenchida mais completa este ano e passou a exigir a inclusão de CPF de dependentes com 16 anos ou mais
No primeiro dia da entrega da declaração, a partir das 8h, o Programa Gerador da Declaração (PGD) do IR estará disponível para download no site do órgão. O programa é necessário para o envio do documento à Receita.
São obrigados a declarar o IR contribuintes que tiveram, em 2014, rendimentos tributáveis superiores a 26.816,55 reais ou rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados apenas na fonte, superiores a 40 mil reais.
Também deve enviar a declaração do imposto à Receita quem obteve, em qualquer mês do ano passado, lucro na venda de bens e direitos, ou tenha realizado operações de renda variável no ano passado. 
Contribuintes que registraram em 2014 receita bruta em atividade rural superior a 134.082,75 reais ou obteve, em 31 de dezembro de 2014, a posse da propriedade de bens ou direitos, inclusive terrenos, de valor de mais de 300 mil reais, também devem declarar o IR. 
Veja abaixo como utilizar os novos recursos criados pela Receita para declaração do IRPF a partir deste ano:
Declaração online
Será possível preencher a declaração do IR online no portal e-CAC a partir desse ano. No entanto, o serviço tem algumas restrições de uso, de acordo com os tipos de rendimentos recebidos e transações realizadas pelo contribuinte em 2014. Além disso, a declaração online só pode ser usada se o contribuinte tiver o certificado digital, uma espécie de assinatura eletrônica.
Estão impedidos de preencher a declaração online contribuintes que, em 2014, tenham recebido rendimentos tributáveis: provenientes do exterior; com exigibilidade suspensa (que estão passando por um processo judicial); ou superiores a dez milhões de reais.
Também não pode utilizar a ferramenta quem tiver recebido no ano passado rendimentos sujeitos à tributação exclusiva, tais como: lucros a partir da venda de bens ou direitos; lucros em aplicações financeiras feitas moeda estrangeira; e lucros na venda de moeda estrangeira em espécie.
O preenchimento online da declaração não está disponível ainda para contribuintes que: registraram ganhos líquidos em aplicações de renda variável; que tiveram rendimentos recebidos acumuladamente ou em valores superiores a dez milhões de reais durante o ano passado.
Rendimentos isentos e não tributáveis, como lucro na venda de bens ou direitos de pequeno valor ou do único imóvel, venda do imóvel residencial para aquisição de outro imóvel residencial; e redução do ganho de capital também impedem que o contribuinte faça a opção pela declaração online.
Vanessa Miranda, gerente de tributos diretos da Thomson Reuters, explica que essas operações têm demonstrativos próprios, que não estão incluídos na declaração online. “No caso de contribuintes que tenham obtido ganhos ou rendimentos maiores do que 10 milhões de reais no ano passado, a Receita prefere analisar as declarações com mais detalhes, que ainda não estão incluídos na declaração online”.
Não há a necessidade de instalar programas no computador, o que permite que a declaração possa ser acessada de forma remota, por meio de aparelhos móveis conectados à internet. 
Rascunho da declaração
Com o rascunho do IR, o contribuinte pode informar dados de pagamento e recebimentos no decorrer do ano e importar as informações para o programa gerador durante o período de entrega da declaração.
A ferramenta está disponível para todos os contribuintes desde outubro de 2014 no site da Receita e também no aplicativo do órgão para tablets e smartphones.
Os dados poderão ser inseridos no rascunho até o início do prazo de entrega da declaração. A partir do dia 2 de março, a ferramenta só terá disponível o recurso de importação das informações para o programa gerador.
Salvar e recuperar informações do programa gerador online
O contribuinte tem agora a opção de salvar os dados inseridos no programa gerador da declaração e salvá-los na nuvem.
A funcionalidade permite que o contribuinte continue o preenchimento da declaração iniciada no computador pelo celular, por meio do aplicativo m-IRPF; ou pela declaração online, no e-CAC.
O caminho inverso também é possível. Caso o contribuinte tenha preenchido as informações pela declaração online ou aplicativos, ele também pode importar esses dados da nuvem para o programa gerador da declaração no computador. 
Alertas sobre o andamento da declaração
Além de avisos sobre restituições do IR, o contribuinte também pode receber alertas em celulares ou tablets sobre o processamento da declaração a partir deste ano.
Para utilizar o serviço, bastará cadastrar o número de celular para receber mensagens SMS no site da Receita após o encerramento do prazo de entrega da declaração.
O contribuinte será alertado quando a declaração sair da base de dados e começar a ser processada pela Receita e quando cair na malha fina ou o processamento da declaração for concluído.
Declaração pré-preenchida 
A partir deste ano a Receita passa a incluir mais informações na declaração pré-preenchida, referentes à Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (DMED), informe enviado pelos profissionais de saúde à Receita para cruzamento de despesas com saúde; e à Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (DIMOB), documento enviado ao órgão pelas imobiliárias para checagem de despesas com aluguéis.
Até o ano passado, o pré-preenchimento da declaração utilizava apenas dados informados pela fonte pagadora na Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (DIRF).
Apesar de a declaração pré-preenchida impedir agora qualquer possibilidade de divergência entre os dados informados pela fonte pagadora e o contribuinte, Vanessa, da Thomson Reuters, ressalta que, caso as informações fornecidas pela empresa estiverem erradas, a responsabilidade será do contribuinte.
Se a Receita verificar divergência nas informações que tenham provocado omissão de Receita, por exemplo, pode aplicar multas ao contribuinte. “Ele deve checar todas as informações fornecidas pelas fontes pagadoras antes de optar pela declaração pré-preenchida”.
A declaração pré-preenchida pode ser acessada pelo e-CAC, por meio de certificado digital. Caso o contribuinte opte por utilizar esse recurso, não poderá importar os dados inseridos no rascunho para o programa gerador da declaração
Fonte: Exame